quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Livónia

(em letão Vidzeme)

Uma das actuais regiões da Letónia, com parte do território na Estónia; pertenceu à ordem teutónica até 1561; de 1710 a 1918 esteve sob domínio russo; em 1920 foi dividida entre a Letónia e a Estónia.

Retirado de Respublica, JAM






Mapa da República das Duas Nações com as principais

subdivisões maiores depois da Paz de Deulino em 1618.


██ Reino da Polônia

██ Prússia Ducal, feudo polonês

██ Grão-Ducado da Lituânia

██ Ducado da Curlândia e Semigália, feudo lituano

██ Ducado de Livônia

██ Livônia sueca e dinamarquesa


"A Livônia (livoniano: Līvõmō, letão: Latvian e lituano: Livonija; estoniano: Liivimaa; alemão e sueco: Livland; polonês: Liwlandia; russo: Лифляндия / Liflyandiya) foi o território dos livonianos fínicos, mas passou na Idade Média a designar uma área muito maior controlada pela Ordem da Livônia na costa oriental do Mar Báltico, correspondendo às atuais Letônia e Estônia. Suas fronteiras eram o Golfo de Riga e o Golfo da Finlândia, a noroeste, o lago Peipus e a Rússia, a leste e a Lituânia ao sul.

A Livônia foi habitada por diversos povos bálticos e fínicos, governados por uma classe de germano-bálticos. Ao longo do tempo, alguns nobres foram polonizados e tornaram-se membros da nobreza polaco-lituana (Szlachta), ou russificados e passaram a fazer parte da nobreza russa (Dvoryanstvo)."

Texto 2 e imagem retirados da Wikipédia

Liturgias políticas

Liturgia, etimologicamente, significa obra pública, serviço por parte de/ e em favor do povo Em termos cristãos, passou a significar o povo de Deus que toma parte na obra de Deus, abrangendo, sobretudo, a celebração do culto divino, no sentido de serviço de Deus e dos homens. Com efeito os instrumentos simbólicos do poder político exercem várias funções. Em primeiro lugar servem para exaltar o Estado; em segundo, contribuem para a educação política, permitindo que as populações adquiram instrução sobre as matérias políticas; em terceiro lugar despertam emoções positivas por parte da população.

· Maurray Edelman, The Symbolic Uses of Politics, University of Illinois Press, 1964.

· Georges Balandier, Le Pouvoir sur Scènes, Paris, Balland, 1980.

· Claude Rivière, Les Liturgies Politiques, Paris, PUF, 1988.

· David Kertzer, Rituals, Politicas and Power, New Haven, Yale University Press, 1988.

·Philippe Braud, Le Jardin des Délices Démocratiques, Paris, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1991.

Retirado de Respublica, JAM

Lituânia (Lietuvos Respublika)

65 000 km2 e 3 700 000 habitantes, com várias minorias nacionais - 9,4% de russos; 7% de polacos; 2% de bielo-russos; 1% de ucranianos.

O território foi conquistado pelos cavaleiros teutónicos no século XIII; torna-se num forte grão-ducado que ocupa o vazio deixado pelo reino de Kiev; no século XV estende-se do Báltico ao Mar Negro; em 1569 surge uma união pessoal com a Polónia; em 1795, por efeito da partilha da Polónia, passa a integrar o Império russo; ocupada pelos alemães em 1915.

Proclama a independência em 16 de Fevereiro de 1918; é ocupada pelos soviéticos em 1940, passando a integrar a URSS. No âmbito da URSS, o partido comunista local e o respectivo soviete distanciam-se de Moscovo, na segunda metade dos anos oitenta; logo em 1988, o soviete reconhece o carácter revolucionário da independência de 1918; em 6 de Outubro do mesmo ano é atribuído carácter oficial à bandeira histórica amarela-verde-laranja; em de Novembro proclama-se o lituano como língua oficial; em 21 de Dezmebro de 1989, o partido comunista lituano desliga-se do PCUS; em 7 de Fevereiro de 1990, o parlamento considera ilegal a incorporação da Lituânia na URSS; em Fevereiro e Março desse ano, em eleições livres, obtém a vitória o movimento independentista Sajudis liderado por Vytautas Landsbergis que logo proclama a independência em 11 de Março de 1990. Uma série de incidentes vai entretanto ocorrer; por iniativa conjunta de Mitterrand e de Kohl, o parlamento lituano aceita suspeender a declaração de independência a 23 de Maio de 1990; de 12 para 13 de Janeiro de 1991, comandos do Ministério do Interior de Moscovo tomam de assalto alguns edifícios públicos em Vilnius, mas as forças inependentistas resistem no parlamento, com apoio da população; em 9 de Fevereiro seguinte realizava-se um referendo sobre a independência que foi esclarecedor, dado que houve uma participaçáo eleitoral de 85%, com 90,5% de votos favoráveis; em 29 de Julho de 1991, já Boris Ieltsine, enquanto presidente do Parlamento russo reconhecia a independência da Lituânia que era admiitida na ONU em 17 de Setembro seguinte.

Quanto aos chamados Estados Bálticos, refira-se que com a partilha da Polónia de 1795 os mesmos passaram para a soberania russa. Tornados independentes, entre 1918 e 1920, serão marcados pelo mesmo ritmo histórico desde então. Começando por adoptar constituições democráticas, vão entrando em modelos autoritários entre 1926 e 1934. Nesta data unem-se por um pacto de colaboração nos domínios dos negócios estrangeiros e da defesa. O Pacto Germano-Soviético de Agosto de 1939 integra-os na zona de influência soviética e são ocupados pela URSS em 14 de Junho de 1940, para serem oficialmente anexados em 21 de Julho seguinte. Entre 1941 e 1944 acabam por ser ocupados pelos alemães e, entre 1944 e 1945, voltam a ser anexados pela URSS. A Lituânia, Lietuvos em lituano e Litvá por transliteração do russo, actualmente com cerca de 3 723 000, dos quais 80% são lituanos, 9,4% russos, 7% polacos, 2% de bielo-russos e 1% de ucranianos. Nos começos do século XIII, o território da actual Lituânia, ocupado por tribos pagãs, foi conquistado pelos cavaleiros teutónicos, passando a constituir uma unidade política que, no fim desse mesmo século, aproveitando a destruição do Reino de Kiev, vai tratar de ocupar o grosso do respectivo território. Organizada como unidade política feudal, liderada por um grão duque, a Lituânia estabeleceu a sua capital em Vilnius, no século XIV, com Gediminovici. Mas é a partir do grão duque Vytautas, morto em 1430, que a Lituânia atinge o máximo da dimensão, dominando territórios que se estendiam do Báltico ao Mar Negro. Em 1569 foi estabelecida em Lublin uma união pessoal com a Polónia, a Rzeczpospolita, que já havia sido tentada, embora de forma frustrada, em 1385. Por essa união, os lituanos conservavam as respectivas instituições de governo, mas a influência política e cultural da Polónia vai ser esmagadora e, a partir do século XVII, a língua lituana é substituída pelo polaco, é imediatamente adoptado pelas classes altas. Sofre, a partir dos finais do século XVIII, os efeitos das sucessivas partilhas da Polónia, passando grande parte do território a integrar o Império Russo, a partir de 1795. Apenas a zona de Suvalki foi, nesta data, atribuída à Prússia. Esta mesma zona, que chegou a fazer parte do napoleónico Grão Ducado de Varsóvia, em Março de 1939, foi, então, anexada pelos alemães, depois de ter vivido em regime de autonomia desde 1933. A russificação do século XIX significou tanto uma perseguição aos católicos, como a tentativa de liquidação da língua lituana, em caracteres latinos. A partir de 1830-1831, argumentando-se com a circunstância dos lituanos terem participado no levantamento polaco, foi encerrada a Universidade de Vilnius e o nome Lietuvos passou a ser proibido. Em 1839 perdem mesmo a autonomia legislativa. Entretanto, em 1863, depois da segunda grande insurreição polaca, onde os lituanos voltam a participar activamente, são proibidos os próprios caracteres latinos e divide-se em dois o território. Esta perseguição vai fazer acirrar o movimento nacionalista. Ocupada pelos alemães em 1915, proclamou a independência em 16 de Fevereiro de 1918, depois de, em Setembro de 1917, se ter instaurado o Taryba, ou Conselho. Entretanto, os alemães, impõem, como rei, Guilherme de Wurtenberg. Só em Novembro de 1918 é que o poder passou para o nacionalista Augustinas Voldemaras. Entretanto, os soviéticos ocupam a capital, Vilnius, em Janeiro de 1919, apesar de virem a reconhecer a independência em 12 de Julho de 1920. Vilnius vai, contudo, ser ocupada pelos polacos, em 9 de Outubro de 1920, sendo atribuída a estes pelos aliados em 1923, ao mesmo tempo que a zona de Memel era concedida aos lituanos.

Em 1926 celebram um pacto de não agressão com a URSS. Passam a ter um regime autoritário a partir de 17 de Dezembro de 1926. Memel, a que fora atribuída autonomia em 1933, acaba por ser ocupada pelos alemães em 22 de Março de 1939. Pouco depois, Vilnius, entretanto conquistada pelos soviéticos aos polacos, é restituída à Lituânia pelo Tratado de 11 de Outubro de 1939, em troca de bases militares. A ocupação soviética é de 15 de Junho de 1940. A transformação em República Socialista Soviética data de 21 de Julho do mesmo ano. A reocupação pelos soviéticos ocorre entre Julho e Agosto de 1944.

Tornou-se independente em 11 de Março de 1990, mas tal como os outros Estados Bálticos, apenas viu tal independência reconhecida pelo Congresso dos Deputados do Povo da URSS em 6 de Setembro de 1991. Em 17 de Setembro seguinte, os três Estados Bálticos eram, entretanto, admitidos na ONU. Refira-se que na noite de 12 para 13 de Janeiro de 1991 se deram sangrentos confrontos em Vilnius, a capital da Lituânia, quando tropas especiais soviéticas, sob as ordens directas do Ministro do Interior soviético, Boris Pugo, assaltaram o edifício da televisão lituana. Contudo, em 9 de Fevereiro seguinte, 76,39% dos eleitores lituanos pronunciaram-se pela independência. Entretanto, por lei de 10 de Dezembro de 1991, foi adoptada uma nova lei da nacionalidade que apenas concede a cidadania lituana aos que a tinham antes de 1940 e aos residentes na República há, pelo menos, três anos.

Retirado de Respublica, JAM Imagens picadas da Wikipédia

Littré, Maximilien Paul Émile (1801-1881)

Discípulo de Comte. Entra para a Academia Francesa em 1871, provocando a demissão de Dupanloup. Deputado e senador. Autor de um dicionário da língua francesa, em 1863-1872. Acaba por ser dissidente do positivismo, quando triunfa a ala dos ortodoxos, liderada por Lafitte. Nos últimos momentos de vida converte-se ao catolicismo. Na sua fase positivista considera que o Estado é posterior à sociedade e que a sociedade é que cria o Estado e não o Estado a sociedade, pelo que a sociedade guarda sempre o seu direito de rioridade e a sua prerrogativa criadora, que faz valer nas grandes épocas.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Académie Caen


List, Friedrich (1789-1846)

Professor alemão. Defende de um Zollverein, mas sob a liderança austríaca. Refugiado em França, muda-se para os Estados Unidos a partir de 1825. Regressa à Alemanha em 1831, exercendo funções de cônsul norte-americano em Hamburgo e Leipzig. Vive em Paris entre 1837 e 1841. Defensor do proteccionismo e do nacionalismo económico. Combate a escola inglesa da economia clássica. Assume aquilo que François Châtelet qualifica como bio-historicismo, quando considera que a raça germânica foi designada pela Providência, por causa da sua natureza e do seu próprio carácter para … dirigir as questões do mundo inteiro, civilizar os países selvagens e bárbaros e povoar os ainda desabitados. Nele se inspiram posteriores movimentos do proteccionismo, do nacionalismo económico e do próprio colonialismo.


Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikimedia

Lissenko, Trofime D. (1898-1976)

Um agrónomo que em 1929 tinha inventado o processo da iarovização, um método agrotécnico que consistia na submissão a uma temperatura positiva das sementes da cultura de inverno a fim de acelerar-se o respectivo florescimento da época da sementeira. Vivia-se nessa época o ambiente da proletarização dos estabelecimentos de ensino superior, que levou, por exemplo, a que o catedrático de genética da Universidade de Moscovo, Nikolai Koltsov tivesse sido substituído pelos seus assistentes. Como o processo não fora suficientemente demonstrado e corria o risco de ser desmascarado, Lissenko, em 1935, discursando no Kremlin perante Estaline questionou: não estará a luta de classes também presente na frente da iarovização. m 1938 é nomeado presidente da Academia Federal Lenine de Ciências Agronómicas e, no ano seguinte, entra para a Academia de Ciências da URSS, num cursus honorum que, além de três Prémios Estaline, o levará, em 1940, a director do Instituto de Genética de Moscovo. Entretanto, alguns adversários científicos, são declarados inimigos do povo, com prisões, deportações e passagens por campos de concentração. A tese voltou a ser apresentada em 1948 na Academia Lenine de Ciências Agrícolas, sob o título Duas Ideologias. Duas Biologias, depois dos opositores de Lissenko terem conseguido adeptos nas estruturas agrícolas do partido, nomeadamente I. Jdanov, filho do ideólogo do PCUS, e que estava à frente da secção do Comité Central para a ciência. Mesmo este hierarca acabou por ter de escrever uma carta de arrependimento que foi publicada no Pravda, triunfando, assim, a linha que teve a ilusão de criar também no campo científico uma doutrina marxista leninista. A predominância de Lissenko dura até 1964, dado que o mesmo era grande amigo de Kruchtchev. Aliás, foi Lissenko que inspirou o monumental desastre agrário do mesmo Kruchtchev, a valorização das terras virgens da Sibéria, na mesma altura em que se davam monumentais saltos na biologia molecular em toda a investigação científica do mundo ocidental. Entretanto, graças a Lissenko, muitos comunistas ocidentais, mais fiéis à ciência do que ao materialismo dialéctico, foram abandonando as hostes comunistas, como Jacques Monod e Marcel Prenant, logo em 1950, apesar dos comunistas franceses, terem tentado reagir contra a genética burguesa, nomeadamente através do inevitável Louis Aragon. Lissenko acabou por falecer em 1976, com 78 anos e ornado das honrarias da nomenklatura.


Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Britannica

Lipsius, Justus (1547-1606)

Também dito Justo Lipsio, em catelhano, e Joest Lip, em flamengo. Autor fundador da chamada razão de Estado cristã, também conhecida por tacitismo. Começando como protestante, marcado pelo neo-estoicismo, destaca-se nesta fase como professor em Iena e Leiden. Converte-se ao catolicismo em 1591 e passa a professor em Lovaina em 1593. Em 1595 torna-se historiador de Filipe II de Espanha. Autor de Politicorum, de 1589, obra posta no Index pelo papa Sisto V, em 1590. Contudo, depois da conversão do autor ao catolicismo, ela é revista no sentido católico, em 1596. A obra teve cerca de quarenta e cinco edições durante a vida do autor. A edição revista no sentido católico é traduzida em castelhano no ano de 1604.
Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Britannica

Lipset, Seymour Martin (n. 1922)


Politólogo norte-americano. Doutorado pela Universidade de Columbia em 1949. Professor em Berkeley de 1956 a 1966, em Harvard, desde 1966, e em Stanford, no Hoover Institute, desde 1975. Analisa a coesão social, considerando que o conflito institucionalizado, como o levado a cabo pelos sindicatos, pode favorecê-la. Defende assim um estado de tensão moderada entre as diversas forças em luta. Considera que nas sociedades ocidentais marcadas pela industrialização avançada as análises dos sociólogos acabaram por substituir as ideologias, existindo uma espécie de fase pós-política. Só os países subdesenvolvidos precisam de ideologias. Há assim nas sociedades ocidentais um conformismo com reivindicações moderadas e sem clivagens entre a direita e a esquerda.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da ASAnet


Lippmann, Walter (1899-1974)

Jornalista norte-americano, colunista de opinião nos jornais World (1921-1931), Herald Tribune (1931-1962) e Washington Post (1962-1967). Nos anos trinta assume-se como um dos principais vulgarizadores do neo-liberalismo. Fica célebre o chamado colóquio Lippmann que se reuniu em Paris, de 26 a 30 de Agosto de 1938, no qual participaram Jacques Rueff, Louis Baudin, Paul van Zeeland, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Wilhelm Ropke.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Nieman Reports

Lipovetsky, Gilles

Professor de filosofia em Grenoble.

· L’Ère du Vide. Essais sur l’Individualisme Contemporain, Paris, Éditions Gallimard, 1983 [trad. port. A Era do Vazio. Ensaio sobre o Individualismo Contemporâneo, Lisboa, Relógio d’Água, 1989].

· L’Empire de l’Éphémère. La Mode et son Destin dans les Societés Modernes, Paris, NRF-Gallimard, 1987.


Retirado de Respublica, JAM

"Gilles Lipovetsky (Millau, 24 de setembro de 1944) é um filósofo francês, professor de filosofia da Universidade de Grenoble, teórico da Hipermodernidade, autor dos livros O luxo eterno e O império do efêmero.

Em suas principais obras, principalmente em "A Era do Vazio", analisa uma sociedade pós-moderna, marcada, segundo ele, por um desinvestimento público, pela perda de sentido das grandes instituições morais, sociais e políticas, e por uma cultura aberta que caracteriza a regulação "cool" das relações humanas, marcadas por tolerância, hedonismo, personalização dos processos de socialização e pela coexistência pacífico-lúdica dos antagonismos - violência e convívio, modernismo e "retrô", ambientalismo e consumo desbagrado, etc."

Rerirado da Wikipédia

Foto picada de Alua-Mundua

Linz, Juan J.

Analisando o modelo do corporativismo de Estado do salazarismo, aproxima-o do regime brasileiro instaurado em 1964. Assinala que nos dois modelos autoritários há uma delegação de certos atributos do Estado em corpos intermediários de natureza profissional, cultural ou educativa. Distingue o totalitarismo do autoritarismo, considerando que neste modelo se admite um pluralismo limitado, não identificação com uma ideologia e não se procura a mobilizar popular, preferindo-se a despolitização das massas.

Retirado de Respublica, JAM

Linguagem e política

As palavras são significantes, imagens fónicas que remetem para um conceito, o significado, conforme a terminologia de Saussure. Há, assim, que passar da expressão, do significante, para o conteúdo, o significado. Utilizando os termos de Charles S. Peirce, diremos que os signos são entidades compostas por um significante (um elemento material que pode ser um som, um desenho ou uma escritura) que remete para um significado. No caso da linguagem, usamos símbolos, relações convencionais que têm duas faces: a tal imagem acústica ou fónica, e o conceito. Acontece que na política, onde, pelo menos, há três níveis de abordagem, o filosófico, o empírico e o da linguagem dos homens comuns, as palavras têm inúmeros significados. As palavras da política são marcadas pela ambiguidade. A linguagem do homem comum é afectiva e ideológica. A dos cientistas políticos difere dos juristas. No caso da política, também é complexa a questão da etimologia. Se há termos de origem grega e latina que se referem a realidades políticas gregas e latinas, há vocábulos que foram inventados posteriormente, com raízes latinas mas que não correspondem a realidades políticas de gregos e romanos. Há etimologia. Evolução semântica. Palavras demonizadas.


Retirado de Respublica, JAM

Limburgo

Região repartida actualmente entre a Bélgica e a Holanda, onde, na parte holandesa, se situa Maastricht; constituiu a partir de 1155 o ducado do Limburgo, conquistado pelos duques de Brabante em 1288; em 1430 passou para a Borgonha e depois para os Habsburgos; era uma das 17 províncias dos Países-Baixos de Carlos V, mas a partir de 1648 foi dividido entre os Países-baixos espanhóis e as Províncias Unidas; conquistado pelos franceses em 1794, foi cedido ao Reino dos Países-Baixos em 1814; depois de 1830, os belgas reclamaram em vão todo o Limburgo holandês.


Retirado de Respublica, JAM

Fotos picadas de: Wikipédia; Luventicus

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Limes

Como espaços vazios nos impérios antigos,76,510. Pelo contrário, nos antigos impérios os limes eram meros espaços vazios. Com efeito, nem sequer havia linhas aduaneiras e os impostos, que recaíam sobre as mercadorias importadas, eram recebidos nos portos marítimos e no interior dos próprios mercados. Só com o Estado Moderno, na verdade, é que surge, como elemento preponderante, a raia seca, com as consequentes guardas fiscais e polícias alfandegárias. Diga‑se de passagem que os referidos limes também não constituiam fronteira militar já que os exércitos, normalmente, em lugar da defesa em linha optavam pela ocupação de pontos estratégicos. Só no século XVI é que a matemática e a cartografia visualizaram a representação gráfica global do território de um determinado Estado. E os juristas, para definirem as fronteiras, tiveram que recorrer a analogias com os limites da propriedade privada. Isto é, quando o Estado caminha para a abstractização do conceito de estado contra a visão feudal do Estado patrimonial, eis que se tem de patrimonializar o território, recorrendo ao regime do privatístico direito da propriedade.

Retirado de Respublica, JAM

Lima, Cândido Figueiredo e (1782‑1851)

Professor de direito romano. Deputado por Trás-os-Montes em 1822. Procurador às Cortes Gerais de 1828, por Chaves. Ministro do reino e da fazenda de D. Miguel, nomeado em 18 de Agosto de 1834. Demitido de professor pelo governo de D. Pedro, em 15 de Julho de 1834. Conspirdor no Minho em 1846. Defende então o modelo constitucional inglês, considerando que "o commum dos homens, se conduz melhor pelos seus hábitos, que pelo juízo", pelo que a regra vulgar da política, e recebida em todas as Naçoens, e em todos os séculos, que as Leis fundamentaes , e Políticas (dos) Estados, se não devem alterar, sem huma absoluta necessidade, que he só quando ellas são contrárias à recta razão, e oppostas ao bem público; e que neste cazo único, ainda a alteração, e mudança se deve operar muito lenta, e imperceptivelmente aos homens, porque a antiguidade de qualquer estabelecimento,e Leis, sempre foi tido por couza Sancta e venerável. E isto porque os costumes dos Povos necessitão do socorro das Leis para serem mantidos; e as Leis tem precizão dos costumes dos Povos , para serem observadas"( Para ele "a máxima vulgar da política , e adoptada na Arte de Reinar, pelos mais graves homens d'Estado, que he precizo ganhar o coração dos homens, para se submetterem de vontade; e que, quanto for possível, se devem conduzir sem coacção pela boa ordem, e pela esperança das recompensas".


Retirado de Respublica, JAM

Lima, João Evangelista Campos (1887-1956)

Um dos mais consolidados teóricos portugueses do anarquismo. Formado em direito em 1907, é um dos líderes da greve académica. Abraça desde então os ideais anarquistas. Organiza Congresso do Livre pensamento em 1913. Não é então admitido como professor da faculdade de direito de Lisboa em 1914. Recusa ser ministro da justiça em Outubro de 1921. –Concepção anarquista de Estado,102,690

·O Estado e a Evolução do Direito, Lisboa, Livraria Bertrand, 1914; dissertação apresentada na então Faculdade de Estudos Sociais e Direito de Lisboa

· O Reino da Traulitânia, Livro de memórias.

Retirado de Respublica, JAM

Lima, Henrique Linhares de (1876-1953)

Oficial do exército. Natural dos Açores. Um dos homens do 28 de Maio e da Ditadura Nacional, apoiante da institucionalização do salazarismo. Director da Manutenção Militar. Ministro da agricultura de 8 de Julho de 1929 a 5 de Julho de 1932, quando organiza a Campanha do Trigo, instituída em 16 de Agosto de 1929. Presidente da câmara municipal de Lisboa, Ministro do interior de 23 de Outubro de 1934 a 18 de Janeiro de 1936. Está para a agricultura dos anos trinta, assim como Duarte Pacheco está para as obras públicas. Logo na conferência de imprensa de apresentação da Campanha, no dia 17 de Agosto de 1929, considera: em breve nos bastaremos a nós próprios com a produção de trigo nacional. Logo em 1 de Agosto desse ano decreta a existência de um tipo único de pão, reivindicação tradicional dos sindicalistas. Chama para organizar a propaganda da campanha Rocha Martins. Para a coordenação técnica mobiliza o professor de agronomia António Sousa da Câmara, indicado pelo Instituto Superior de Agronomia e que o ministro até então desconhecia. A Campanha, a partir de 13 de Agosto de 1830 passou a designar-se Campanha de Produção Agrícola, terminando oficialmente em 1937.


Retirado de Respublica, JAM

Lilienfeld, Paul von (1828-1903)

Russo. Um dos teóricos do organicismo. Considera o Estado como organismo real (realer Organismus), como a mais alta classe do organismo vivo. O governo é o cérebro do conjunto social, assumindo-se como o supremo representante da consciência da sociedade. Considera que o desenvolvimento da autoridade central representa um sintoma da evolução. Salienta que o Estado está sujeito à lei da decadência, podendo padecer de algumas doenças, nomeadamente do parasitismo. Salienta, em 1896: para que um organismo social funcione regularmente, não basta que tenha à sua frente um governo, é necessário que a vida da família, indústria, comércio, propriedade, relações jurídicas, etc., estejam igualmente penetrados do mesmo princípio, porque só assim se prestarão ao regime disciplinar do organismo central, e só assim este poderá efectuar, por actos reflexos, directos ou indirectos, a sua acção excitadora ou depressiva.


Retirado de Respublica, JAM

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ligas em Portugal

Liga de Acção Nacional (1918)

Fundada a Liga de Acção Nacional em Fevereiro de 1918. Com António Sérgio, Francisco Reis Santos e Pedro José da Cunha.

Liga Anarquista Portuguesa (1929)

Em Setembro de 1929 é criada a Liga Anarquista Portuguesa, na clandestinidade, procurando-se a reorganização de uma corrente abalada pela vaga de prisões de 1927.

Liga de Defesa da República (1928)

A chamada Liga de Paris. Criada por Afonso Costa e Bernardino Machado no exílio da capital francesa. Procura insurgir-se contra a pretensão do governo da Ditadura no sentido da obtenção de um grande empréstimo internacional, quando era ministro das finanças Sinel de Cordes.

Liga Liberal (1890)
Movimento de protesto surgido em Agosto de 1890 durante o governo de António Serpa contra a assinatura do Tratado de Londres, em 20 de Agosto. O movimento, presidido por Augusto Fuschini e participado por João Crisóstomo chegou a mobilizar uma manifestação com cerca de 400 oficiais fardados. Em 14 de Outubro, João Crisóstomo constituía um governo extrapartidário.

Liga da Mocidade Republicana (1923)
Movimento fundado por estudantes de direito antes do 28 de Maio de 1926, reunindo Adelino da Palma Carlos, Mayer Garção, Joaquim Camacho, José Rodrigues Miguéis e Filipe Ferreira. Participa na revolta de 3 e 7 de Fevereiro de 1927.

Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo (1934)
Organismo criado em Agosto de 1934 pelos comunistas, sob a direcção de Bento de Jesus Caraça, na sequência da fundação de uma liga internacional com o mesmo nome criada em 1932 pela Internacional Comunista. A LPCGF assumia um carácter frentista, um programa de
democracia popular e, a partir de 1935, tenta a criação em Portugal de uma Frente Popular.

Liga de Unidade e de Acção Revolucionária (1967)
Movimento fundado em Paris em 19 de Junho de 1967, sob a liderança de Palma Inácio, depois do assalto ao banco de Portugal na Figueira da Foz. Entre os principais aderentes, Camilo Mortágua e Fernando Pereira Marques, futuro deputado do PS. Ligada a Emídio Guerreiro e José Augusto Seabra.

Retirado de Respublica, JAM

Liechenstein

(Furstentum Liechenstein) Um micro-Estado de 157 km2 e 30 000 habitantes. O principado foi instituído em 1719 pelo imperador Carlos VI, tendo integrado o Sacro Império, a Confederção do Reno, entre 1807 e 1814, e a Confederação Germânica, a partir de 1815; o pincipado, soberano desde 1866, está agregado à Suiça nos domínios monetário e diplomático desde 1921.

Retirado de Respublica, JAM

"Liechtenstein[1] é um minúsculo principado, um micro-estado, localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste. Sua capital é Vaduz. O alemão é a língua oficial do país.

É um dos mais ricos estados do mundo, favorecendo-lhe a postura de micro-estado, e é referido como um local onde a prática de branqueamento de capitais é frequente."

Imagens e texto 2 retirados da Wikipedia