sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Memel

(Klaipeda) Região actualmente lituana que a Alemanha foi obrigada a ceder em 1919; era maioritariamente alemã, sendo recuparada por Hitler em 1939.

Retirado de Respublica, JAM


"Klaipėda (em alemão, Memel ou Memelburg; em polaco, Kłajpeda) é o único porto de mar da Lituânia no Mar Báltico. Tem 194400 habitantes (dados de 2002), tendo decrescido de 202900, em 1989. Nos dias de hoje, Klaipėda é um grande porto de ferries com ligações com a Suécia, Dinamarca e Alemanha. Está situado junto à foz do rio Neman."

"O Neman (em alemão Memel) é um rio do leste da Europa. A sua nascente situa-se na Bielorrússia. Seu fluxo se estende pela Lituânia antes de desaguar na Lagoa de Curonian."

Mapa e texto 2 retirados da Wikipedia

Melo, Pedro Homem de (1904-1984)

Advogado e poeta. Folclorista. Assume-se como monárquico.

Retirado de Respublica, JAM

"Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello (Porto, 6 de Setembro de 1904 - Porto, 5 de Março de 1984). Poeta, professor e folclorista.

Nasceu no Porto, em 1904, no seio de uma família fidalga, filho de António Homem de Mello e de Maria do Pilar da Cunha Pimentel, tendo desde cedo sido imbuído de ideais monárquicos, católicos e conservadores. Foi sempre um sincero amigo do povo e a sua poesia é disso reflexo. O seu pai, pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.

Estudou Direito em Coimbra, acabando por se licenciar em Lisboa, em 1926. Exerceu a advocacia, foi subdelegado do Procurador da República e, posteriormente, professor de português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido director da Mousinho da Silveira. Membro dos Júris dos prémios do secretariado da propaganda nacional. Foi um entusiástico estudioso e divulgador do folclore português, criador e patrocinador de diversos ranchos folclóricos minhotos, tendo sido, durante os anos 60 e 70, autor e apresentador de um popular programa na RTP sobre essa temática. Pedro Homem de Mello casou com D. Maria Helena Pamplona e teve dois filhos, Maria Benedicta, que faleceu ainda criança e Salvador Homem de Mello, que faleceu sem deixar desccendência poucos anos após o seu pai.

Foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio (imortalizado por Amália Rodrigues), Havemos de Ir a Viana e O Rapaz da Camisola Verde.

Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adopção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

  • Danças De Portugal
  • Jardins Suspensos (1937)
  • Segredo (1939)
  • A Poesia Na Dança E Nos Cantares Do Povo Português (1941)
  • Pecado (1943)
  • Príncipe Perfeito (1944)
  • Bodas Vermelhas (1947)
  • Miserere (1948)
  • Os Amigos Infelizes (1952)
  • Grande. Grande Era A Cidade (1955)
  • Poemas Escolhidos (1957)
  • Ecce Homo (1974)
  • Poesias Escolhidas (1987)
  • E ninguém me conhecia, Lisboa, Campo da Comunicação, 2004 (Selec. de Poemas por Manuel Alegre e Paulo Sucena)
  • Poesias Escolhidas, Lisboa, Asa, 2004 (selec. e pref. de Vasco da Graça Moura)
  • Eu, Poeta e tu, cidade, Quasi Edições, 2007."
Texto 2 retirado da Wikipédia

Melo, D. Francisco Manuel de (1608-1666)

Militar, político e literato. Nasce em Lisboa. Estuda no Colégio de Santo Antão. Entra na Corte de Madrid em 1636. Desempenha uma missão militar na Flandres e em Lovaina entra em contacto com o tacitismo de Justus Lipsius. Nomeado chefe de estado maior do exército na guerra de Filipe IV contra a revolta da Catalunha. Foge, entretanto, para Portugal, onde apoia a Restauração. Preso em 1646, durante longos onze anos. Em 1655 vai para o Brasil, regressando a Lisboa no ano seguinte. Amigo do conde de Castelo Melhor, obtém perdão de D. Afonso VI. Enviado a Roma, regressa em 1665. Considera, na Carta de Guia de Casados, que "a Política entende sobre o governo das Cidades, Reinos e Impérios mas de tal maneira, que a economia requer Política, e a Política Económica; porque o Reino é casa grande, e a casa reino pequeno; e a ética necessita da Política, e da economia, porque o homem é um mundo inteiro".

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Melo Freire dos Reis, Pascoal José de (1738-1798)

Um dos principais teóricos do absolutismo pombalista, defendendo aquilo que designa por monarquia pura e considerando como um sonho todos os chamados privilégios da nação e salientando que o chamado pacto social é um ente suposto que só existe na imaginação alambicada de alguns filósofos. Para ele, os nossos Principes não devem a sua autoridade ao povo, nem dele receberam o grande poder que hoje e sempre exercitaram. Neste sentido, considera que o poder do rei tem de ser ilimitado: em Portugal não há lei alguma ...que limite o poder do Rei e que dê parte no seu governo por alguma maneira ao povo,nobres ou ecclesiásticos...a majestade só reide na pessoa do Rei,como é da natureza do principado. Até porque o reino de Portugal, como não veio ao Rei, por doação ou translacção dos povos, mas pelo direito do sangue e da conquista, ficou desde sempre pertencendo ao seu livre império e administração. Salienta que D. João IV adquiriu assim por sufrágio popular, não o poder que já lhe pertencia, mas a sua posse, não a soberania que já ostentava, mas o seu exercício. Refere mesmo que constitui uma inépcia extraída da infame e funestíssima seita dos monarcómanos aquilo do intróito e proémio das referidas Cortes que se lê no opúculo de Francisco Velasco...que o povo pode eleger e depôr o rei, que o poder do rei parte do povo, e que este algumas vezes pode, se as circunstâncias o impuserem, assumir e reinvidicar para si a soberania que a princípio conferiu ao rei.

Retirado de Respublica, JAM

Melo, António Maria Fontes Pereira de (1819-1887)

Depois de concluir o curso naval, serve no Real Corpo de Engenharia. Maçon, do mesmo grupo que Rodrigo da Fonseca, a loja Segredo, do Oriente Escocês, entre 1840-1841 e 1850. Secretário do governador de Cabo Verde, João Fontes Pereira de Melo, seu pai em 1840. Ajudante de campo de Saldanha na Maria da Fonte. Chefe dos regeneradores. Governador da Companhia Geral do Crédito Predial Português desde 1881. Morre em 27 de Janeiro de 1887. Aquele que até 1871 era depreciativamente considerado como o fontículo, consegue, pelo equilíbrio e pelo pragmatismo, captar uma ampla base social e política de apoio, com breves referências doutrinárias. Dizia-se liberal e conservador, mas desdenhava a restauração, apesar de herdar alguma coisa do estilo de Costa Cabral e de praticar muita da matreirice de Rodrigo da Fonseca. Se consegue mobilizar avilistas e constituintes, provoca também que os reformistas e os históricos se congreguem numa oposição progressistas que assume a bandeira da memória liberal, gerada pelo setembrismo e pela patuleia. E permite que muitas ideias novas se grupusculizem, desde os novos católicos do grupo A Palavra, aos socialistas e republicanos. O vulcão das novas ideias políticas europeias, perante a estabilidade governativa portuguesa consegue aqui entrar pelo puro prazer das ideias pensadas, gerando-se movimentos que nascem dos princípios e das abstracções e que têm tempo de adequação às circunstâncias. Com este governo, inicia-se um ciclo de estabilidade política. Se o primeiro governo de Fontes dura cerca de cinco anos e meio (1871-1876), não tarda um segundo governo do mesmo político, com cerca de dezasseis meses (1878-1879), depois de um breve intervalo de um governo de Ávila, com cerca de onze meses (1878). Entre os ministros de Fontes desses dois governos, destacam-se Rodrigues Sampaio, na pasta do reino, Andrade Corvo, nos estrangeiros e António Serpa, que substitui Fontes na pasta da fazenda, a partir de Agosto de 1872. São eles os três principais líderes dos regeneradores que, a partir de então, passam a identificar-se com o fontismo. Não tardará um novo ciclo de governação fontista entre 1881 e 1886.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da arqnet

Melhor Regime, Procura do

A remota origem do estudo da política no ocidente europeu radica na filosofia, principalmente na procura da cidade melhor (Kallipolis), da boa sociedade ou do melhor regime, quando a política era entendida como uma ciência arquitectónica que incluía no seu seio a religião e o direito. Para São Tomás de Aquino era o regime misto, onde o poder supremo está repartido pela comunidade e pelo rei, defendendo assim uma monarquia limitada, um regime misto de monarquia, aristocracia e democracia. A modernidade, de extracção maquiavélica, considerando a realização desse melhor regime como altamente improvável, tratou de baixar os níveis e de considerar que o melhor regime poderia ser realizado em qualquer parte. A partir de então, os maquiavélicos e os realistas trataram de chamar normativistas a essa procura. Mas o estudo da política precisa, com efeito, dessa especulação típica do ensimesmado, pensando no melhor regime, na boa sociedade, na polis melhor. Com efeito, a partir da modernidade, desencadeada com a Renascença, começa um longo processo de decadência da filosofia política, provocada pelas sucessivas ondas da modernidade que tiveram o epicentro em Maquiavel, desde o movimento da razão de Estado, laicizante, católica e protestante, a que se seguiram o iluminismo e o cientismo, para utilizarmos a metáfora de Leo StraussÖStrauss; Natural Rught and History

Retirado de Respublica, JAM

Melanchton, Philipp (1497-1560)

Discípulo de Lutero. Defende o aristotelismo e o direito natural, sendo particularmente influenciado por Erasmo. Admite a existência da escravatura. Considera que o poder político deve combater as heresias e advoga a existência de uma monarquia de direito divino, com a consequente obediência passiva dos súbditos. Contraria as teses do império universal, sendo um dos precursores do nacionalismo alemão. Autor do primeiro tratado teológico protestante, Loci Communes, bem como de Commentarii in aliquot Politicos libros Aristotelis, Commentarii in epistolam Pauli ad Romanos, Philosophiae moralis epitome e Prolegomena in officia Ciceronis.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Historiantes

Meios de produção

Categoria marxista. O mesmo que forças produtivas. Para o marxismo ortodoxo as forças produtivas, os ditos meios de produção, bem como as relações de produção, isto é, os regimes económicos definidos pela propriedade dos meios de produção, esses dois elementos é que formam a infra‑estrutura económica de cada modo de produção. E seria esta infra‑estrutura geradora da chamada super‑estrutura, onde cabem as ideias, as instituições sociais, das quais se destaca o Estado.


Retirado de Respublica, JAM

Mein Kampf, 1924

Obra de Adolf Hitler, escrita na prisão, depois de falhado o golpe de Munique. Aí considera o Estado como simples forma cujo conteúdo é a raça. Salienta que o objectivo do Estado reside na conservação e desenvolvimento de uma comunidade de seres vivos da mesma espécie, física e mentalmente, e que os Estados que não correspondem a essa finalidade são fracassos, impondo‑se, portanto, a defesa da alma racial (Rassenseele). Refere que o fim supremo do Estado racista deve ser o de procurar a conservação dos representantes da raça primitiva, criadores da civilização, que fazem a beleza e o valor moral de uma humanidade superior. Nós, enquanto arianos, não podemos representar um Estado senão como organismo vivo que constitui um povo, organismo que não apenas assegura a existência desse povo, como ainda, desenvolvendo as suas faculdades morais e intelectuais, o faz atingir o mais alto grau de liberdade. O Estado não tem outro papel senão o de tornar possível o livre desenvolvimento do povo, graças ao poder orgânico da sua existência. Paradoxalmente tem uma concepção feita à imagem e à contraposição daquilo que ele considera a concepção judaica do Estado: o Estado judeu nunca foi delimitado no espaço; expandindo‑se sem limites no universo, compreende exclusivamente os membros de uma mesma raça. É por isto que este povo formou em todo o lado um Estado no Estado, até porque a religião de Moisés não é senão a doutrina de conservação da raça judaica. Assim, Hitler também considera que o Estado é um organismo racial e não uma organização económica onde o instinto de conservação da espécie é a primeira causa da formação de comunidades humanas, acreditando que nunca nenhum Estado foi fundado pela economia pacífica, mas sempre o foi pelo instinto de conservação da raça, tanto o heroísmo ariano gerando Estados marcados pelo trabalho e pela cultura, como a intriga geradora das colónias parasitas de judeus. Considera também que a burguesia separando a noção de Estado das obrigações para com a raça, abriu a porta a uma concepção que nega o Estado em si mesmo. E o Estado não é um fim, mas um meio. É, na verdade, a condição prévia para a formação de uma civilização humana de valor superior mas não é a sua causa directa. Esta reside exclusivamente na existência de uma raça apta à civilização. E os Estados que não visem directamente o desenvolvimento de uma comunidade de seres que, no plano físico e moral, são da mesma espécie são organismos defeituosos, criações abortadas. O facto de exisitirem nada significa, tal como os sucessos obtidos por uma associação de filibusteiros não justificam a pirataria. Porque a história do mundo é feita pelas minorias, sempre que as minorias de número encarnam a maioria da vontade e da decisão (cfr. trad. fr., Paris, Nouvelles Éditions Latines, 1934; trad. port. de Edições Afrodite-Fernando Ribeiro de Melo).

Retirado de Respublica, JAM

Megalomania

Do gr. megalos (grande) mais mania. Mania das grandezas. Michel Crozier em État Modeste, État Moderne, Paris, Fayard, 1987, refere a existência de um Estado Megalómano, daquele tipo de Estado que monopoliza o interesse geral, pelo que, gerando um vazio à sua volta, afasta boas vontades e torna impossível qualquer colaboração eficaz.

Retirado de Respublica, JAM

Medo

Do lat. metu, inquietação produzida pela eminância de um perigo, real ou aparente. Segundo Ferrero o Poder tem sempre medo dos sujeitos que comanda todos os Poderes souberam e sabem que a revolta é latente mesmo na obediência mais submissa, e que pode rebentar num dia ou noutro, sob acção de circunstâncias imprevisíveis; todos os Poderes sentiram-se e sentem-se precários na medida em que são obrigados a utilizar a força para se impor a única autoridade que não tem medo é a que nasce do amor.


Retirado de Respublica, JAM

Mediologia

Termo cunhado por Régis Debray em 1991, significando o estudo das vias e dos meios da eficácia simbólica, bem como das mediações materiais que permitem a um símbolo inscrever-se, transmitir-se, circular e perdurar na sociedade dos homens.

Retirado de Respublica, JAM

Medici

Família de Florença, da qual se destacam Giovanni (1475-1521), papa como Leão X, Giulio (1478-1574), papa como Clemente VII, e Lourenço, o Magnífico (1449-1492), pai de Giulio.

Retirado de Respublica, JAM

"A família Médici foi uma poderosa família de Florença durante a Renascença, cujas riqueza e influência se originaram do comércio de têxteis e pela guilda da Arte della Lana. Tornando-se banqueiros, e posteriormente políticos, clérigos e nobres, os Médici atingiram o seu apogeu entre os séculos XV e XVII com um conjunto de figuras importantes na história da Europa e do Mundo. A linhagem directa dos Médici extinguiu-se em 1737.

Imensamente ricos, governantes não oficiais da República de Florença; soberanos reconhecidos da Toscana, teriam tido origem num certo fulano del Muggello, que teve um filho, Giambuono de Medici, nascido circa 1140, pai por sua vez de dois filhos: Chiarissimo de Medici, vivo 1201 e Bonagiunta.

O ramo primogênito da família – os que descendem de Pedro de Cosmo de Médici e do seu filho Lourenço de Médici – governaram até ao assassinato de Alexandre de Médici, primeiro duque de Florença, em 1537. O poder passou então para o ramo dito júnior – os que descendem de Lourenço de Cosmo de Médici a partir do seu trineto Cosmo I de Médici.

Além da política e governação, os Médici notabilizaram-se em outros campos, principalmente no mecenato."

Foto e texto 2 retirados da Wikipédia

Medellín, Conferência de

Conferência do episcopado católico da América Latina em 1968 e que constitui o ponto de referência para a chamada teologia da libertação.

Retirado de Respublica, JAM

Mecânica

Como refere Comte, Kepler, Galileu e Newton são os três são os "fundadores da mecânica" e os autores das também "três leis fundamentais do movimento". A primeira, de Kepler, "consiste no facto de todo o movimento ser naturalmente rectilíneo e uniforme"; a segunda, de Galileu, "proclama a independência dos movimentos relativos dos diversos corpos em relação a todo o movimento comum do seu conjunto"; a terceira, de Newton, "consiste na igualdade entre a reacção e a acção em qualquer colisão mecânica".

Mecânica da arte social –Sièyes, 29, 187

Mecânica e legitimidade tradicional
Para Weber, a acção tradicional é considerada como uma conduta mecânica na qual o indivíduo obedece inconscientemente a valores considerados evidentes e que daria origem à chamada legitimidade tradicional, onde emergem os fiéis como seria timbre do patriarcalismo, da gerontocracia, do patrimonialismo e do sultanismo.

Mecanicismo
O entendimento do mundo como uma máquina cujas leis são calculáveis. Deste modo, pretende explicar-se a moral, a política e a física a partir do movimento e da causalidade mecânica, consistindo numa imbricação das causas e dos efeitos, num encadeamentro de movimentos que fazem do mundo e do próprio indivíduo meros mecanismos. Era a perspectiva de Hobbes, marcada por uma espécie de razão que, segundo Simone Goyard-Fabre, é uma dedução, uma construção, uma técnica: não é nem uma luz natural nem uma faculdade inata, é um acto de racionation, um discurso, algo que resulta de uma indústria. A partir de então, o mundo, em vez de ser concebido como uma espécie de ser animado, passou a ser visto como uma simples máquina decomponível pela mecânica. Considerou-se que o universo, uma vez criado, passou a ser uma entidade autárcica onde a física, a mecânica e a matemática deveriam ocupar o espaço da metafísica. Bergson assume-se contra o mecanicismo e o tecnicismo, formas de materialismo, considerando que o ser vivo não é uma máquina determinada por leis calculáveis.

Mecanismos de auto-organização em Hayek, 39, 241.

Retirado de Respublica, JAM

Mead, Margaret (1901-1978)

Antropóloga norte-americana. Autora de Coming of Age in Samoa, de 1928, Growing Up in New Guinea, de 1930, Male anf Female, 1949, e Growth and Culture, de 1951.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de USA for Kids

Mead, George Herbert (1863-1931)

Aplicando o pragmatismo à sociologia, cria o chamado interaccionismo simbólico, escola segundo a qual a interacção humana tem, sobretudo, natureza simbólica, acentuando-se a importância da linguagem na formação da consciência individual.

·The Social Self, 1913.

·Mind, Self and Society. From the Standpoind of a Social Behaviorist, Chicago, University of Chicago Press, 1946.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da DSS

MDLP (1975)

O Movimento Democrático para a Libertação de Portugal é formalmente constituído em 5 de Maio de 1975. A presidência cabe a António de Spínola. No directório, Dias Lima, responsável pelo Estado Maior; Santos e Castro, pelo Ultramar; Alpoim Galvão pelo sector operativo; no sector político, José Miguel Júdice, Fernando Pacheco de Amorim e José Valle de Figueiredo.

Retirado de Respublica, JAM

McLuhan, Marshall (1911-1980)


Herbert Marshall McLuhan. Sociólogo canadiano, professor em Toronto. Em 1962, consagra a expressão aldeia global. Considera que desde 1905 a galáxia eléctrica destruiu a galáxia de Gutenberg e o homem tipográfico, gerando-se uma nova inquietude de tempos sem escrita, marcados pela comunicação oral. Uma intensa comunicação, onde a forma, o continente, tende a ser mais importante do que a matéria, o conteúdo.

· The Mechanical Bride. Folklore of Industrial Man, Nova Iorque, Vanguard Press, 1951.

· The Gutenberg Galaxy. The Making of Typographic Man, 1962. Cfr. trad. fr. La Galaxie de Gutenberg, Paris, Éditions Mame, 1965; trad. port. A Galáxia de Gutenberg, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.

· Understanding Media. The Extensions of Man, 1964. Cfr. trad. Fr. Pour Comprendre les Médias, Paris, Éditions du Seuil, 1964.

· The Medium is the Message. An Inventory of Effects, 1967.

· Counter-Blast, 1970.

. War and Peace in the Global Village, 1968. Ver trad. fr. Guerre et Paix... Paris, Robert Laffont, 1970.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Lyotard, Jean-François (1924-1988)

Membro destacado da filosofia do desejo francesa. Teórico da pós-modernidade

. Économie Libidinale, 1974.

. La Condition Post-Moderne, Paris, Éditions de Minuit, 1979.

Retirado de Respublica, JAM

"(...) Foi um filósofo francês, foi um dos mais importantes pensadores na discussão sobre a pós-modernidade. Autor dos livros A Fenomenologia, A Condição Pós-Moderna e O Inumano.

Em seu livro A Condição Pós-Moderna(1979), utiliza o conceito de "jogos de linguagem" , originalmente desenvolvido por Ludwig Wittgenstein, e refere-se a uma agonística entre esses jogos - característica da experiência da pós-modernidade, assim como a fragmentação e multiplicação de centros e a complexidade das relações sociais dos sujeitos. O título deste que é seu trabalho mais citado e conhecido, era originalmente O pós-moderno, tendo sido modificado para A Condição Pós-Moderna para expressar uma condição de vivência.

O Pós-Moderno seria "o estado da cultura, depois de transformações súbitas nas regras dos jogos da ciência, da literatura e das artes, a partir do século XIX. [...] Simplificando ao máximo, 'pós-moderno' é a incredulidade em relação às metanarrativas." Segundo Lyotard "não podemos mais recorrer à grande narrativa - não podemos nos apoiar na dialética do espírito nem mesmo na emancipação da humanidade para validar o discurso científico pós-moderno".

Retirado da Wikipédia

Foto picada de lyotard.free

Lvov

(em alemão Lemberg; em polaco Lwów) Região capital da Galícia oriental que faz hoje parte integrante da Ucrânia. Pertenceu à Áustria entre 1772 e 1918; nesta data passou para a Polónia; ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, integra-se depois para a URSS.

Retirado de Respublica, JAM

"Lviv (em ucraniano Львів, em polaco Lwów e em português Leópolis) é uma importante cidade do oeste da Ucrânia. Localiza-se no oeste do país, perto da fronteira com a Polónia. Tem cerca de 686 mil habitantes. Foi fundada em 1256 pelo duque da Ruténia. Passou para soberania polaca em 1340, austríaca em 1772, de novo polaca em 1919 e ucraniana em 1939."

Texto 2 retirado da Wikipédia

Imagens picadas na wikipedia

Luzes da razão

Com efeito, há uma entranhada relação entre absolutismo e racionalismo, não fora aquele também qualificado como "despotismo esclarecido", a força à solta apenas iluminada pelas luzes da razão. As luzes da razão defendem a centralização e o concentracionarismo absolutistas, constituindo verdadeiros manuais de construção dos Estados Modernos. Para John Locke o "estado de natureza" é, simultaneamente, um estado racional (os homens marcados pelas luzes da razão vivem em liberdade e igualdade), um estado natural (os homens possuem um certo número de direitos deduzidos da lei natural) e um estado pré‑legal (reina a justiça privada, que é o direito natural de punir).
Retirado de Respublica, JAM

Luxemburg, Rosa (1871-1919)

Militante do internacionalismo marxista. Nasce na Polónia. Estuda em Zurique. Fundadora do Partido Social-Democrata da Polónia. Vive, depois, na Alemanha. Critica a própria ideia de independência da Polónia, considerada incompatível com a unidade internacional do movimento socialista. Também se distancia de Lenine considerando este marcado pelo ultra-centralismo impiedoso e pelo jacobinismo-blanquista. Funda, com Liebknecht, a Liga dos Espartaquistas, sendo, com ele, assassinada em 1919, em Berlim.

· Problemas de Organização da Social-democracia Russa, 1904.

· A Questão Nacional e a Autonomia, 1909.

· Die Akkumulation des Kapitals, 1913.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picadsa da Wikipédia

Luxemburgo

Grand-Duché du Luxembourg 2 586 km2 e 388 000 habitantes.

O território fazia parte da Baixa-Lorena e esteve sucessivamente integrado nos ducados do Limburgo, do Brabante e da Borgonha; viveu as vicissitudes da parte sul dos Países Baixos, ficando na dependência dos Habsburgos espanhóis e austríacos; apesar de parte do território ter sido conquistado pela França segunda
metade do século XVII; integrado na França de 1795 até 1815, eis que, a partir do Congresso de Viena, se transforma num grão-ducado que é atribuído ao rei da Holanda, Guilherme de Nassau, passando a integrar a Confederação Germânica.

Em 1831, a parte sul do território passou para a Bélgica e o restante ficou na
posse do rei da Holanda, embora integrado na Confederação Germânica; em 1867, depois da dissolução da Confederação Germânica, no ano anterior, obtêm a soberania, embora sob o estatuto de neutralidade.

Em 1890, com a extinção da linha masculina da família real holandesa, o grão-ducado passou para outro ramo da família Nassau; foi ocupado pela Alemanha entre 1914 e 1918; voltou a ser ocupado entre 1940 e 1944; em Abril de 1946, surge o Benelux; em 1948 aderiu à NATO; em
1951, participou na fundação da CECA.

Retirado de Respublica, JAM

Imagens picadas da Wikipédia

Lutero, Martinho (1483-1546)

Nasce em Eisleben. Estuda na Faculdade de Artes de Erfurt entre 1501 e 1505. Depois de grave doença entra para a ordem dos agostinhos eremitas em 17 de Julho de 1505, desistindo de estudar direito como era seu projecto. Ordenado sacerdote em 27 de Fevereiro de 1507. Começa então a estudar teologia. Passa para o convento da ordem em Wittenberg em Outubro de 1508. Doutor em teologia em Outubro de 1512, tornando-se a partir de então professor de Bíblia. Visita Roma em Novembro de 1510. É na cidade de Wittenberg que dá origem à Reforma quando afixa as 95 teses contra as indulgências em 31 de Outubro de 1517. Expõe as suas teses no capítulo da ordem em Heidelberg, perante o Cardeal Belarmino, no ano de 1518. Excomungado por Roma em 15 de Junho de 1520. Chamado à dieta de Worms nos começos de 1521, não se retractou e acaba por ser condenado ao desterro por Édito imperial de 25 de Maio desse mesmo ano, onde também se ordenava a destruição dos respectivos escritos. É levado para o castelo de Wartburg, na Saxónia, onde o príncipe eleitor o protege, não cumprindo o édito imperial. Aí vive durante dez meses, traduzindo para alemão o Novo Testamento. Volta a Wittenberg em Março de 1522. Assume-se contra as teses de Thomas Muntzer durante a guerra dos camponeses de 1525. Polemiza com Erasmo. Em 13 de Junho desse mesmo ano casa com a antiga monja Katharina von Bora.

Na linha do pessimismo antropológico e retomando certas sementes lançadas por S. Agostinho, Ockham e Duns Scotus, considera o Estado como uma heteronomia necessária. Morre um ano depois da abertura do Concílio de Trento, onde vai consagrar-se a chamada Contra-Reforma.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Luta

O jurista Rudolf Von Ihering, em Kampf ums Recht, de 1872, vem considerar que a luta pela existência é a lei suprema de toda a criação animada; manifesta-se em toda a criatura sob a forma de instinto de conservação. Partindo desta premissa,assinala que a manutenção da ordem jurídica, por parte do Estado, não é senão luta incessante contra a anarquia que o ameaça e que, como em todas as lutas, não é o peso das forças postas em presença que faz pender a balança.


Luta competitiva

(Schumpeter). Considera que a democracia se aproximava da luta competitiva, nomeadamente por causa do método eleitoral. Base do modelo da public choice e da rational choice


Luta pelo poder

Ideia básica da politologia norte-americana dos anos cinquenta e sessenta, representada por autores como Lasswell e C. Wright Mills. Como este último expressa, a política é, sobretudo, uma luta pelo poder que assenta, se necessário, na violência.

Luta pela Constituição
Segundo Eric Weil, à autocracia opôs‑se a luta pela Constituição, "o resultado de uma revolução ou de uma luta, ou de uma recusa do governo autocrático".

Luta (A)
O primeiro jornal com este título foi publicado de 1874 a 1887 e era órgão do Partido Regenerador. O segundo nasceu em 1906, sob a direcção de Brito Camacho, tendo-se depois de 1911 transformado é órgão do partido unionista. O terceiro nasceu em 25 de Agosto de 1975, dirigido por Raúl Rego, asumindo-se como uma espécie de voz diária do Partido Socialista.

Retirado de Respublica, JAM

Lunáticos

Nome dado aos republicanos da década de sessenta que se reuniam no Pátio do Salema, a partir de 1864, em torno de António de Oliveira Marreca, Latino Coelho, Saraiva de Carvalho, Giberto Rola e José Elias Garcia.


Retirado de Respublica, JAM

Lúlio, Raimundo (1232-1315)

O chamado doutor iluminado. Nasce em Palma de Maiorca. Aos trinta anos faz-se eremita e percorre a Europa e a África, visando converter os árabes. Chega a estar presos em Tunes durante vários anos. Assume-se contra o averroísmo racionalista. Considera que "principe é o homem que tem senhorio por eleição sobre todos os homens, para que os tenha em paz por temor da justiça". Porque um principe que "é um homem tão só como qualquer outro, mas Deus honrou‑o porque o fez senhor de muitos homens".

· Ars Magna

· Libre de Contemplació

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Luckács, Gyorgy (1885-1972)

Marxista húngaro. Nasce numa família de nobres judeus. Estuda em Budapeste, doutorando-se em 1916. Passa para a Alemanha, onde tem aulas particulares com Heinrich Rickert e Max Weber. Participa como comissário para a cultura no governo da República Popular da Hungria de Bela Kun. Refugia-se em Moscovo depois da subida de Hitler ao poder. Regressa à Hungria depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Participa no governo instalado depois da revolta de 1956. Com ele dá-se um reforço hegeliano do marxismo, principalmente pela teorização da consciência de classe, em Geschichte und Klassenbewusstein, obra publicada em Berlim, em 1923. Trata-se de uma entidade supra‑individual, infinita e absoluta, tal como o Weltgeist, ideia que tanto é criticada pela III Internacional, como pela social‑democracia. Considera que "o proletariado só cumpre a sua tarefa suprimindo‑se,levando até ao fim a sua luta de classe e instaurando uma sociedade sem classes". Salienta que a consciência de classe do proletário é que pode vencer aquilo que considera ser a "reificação" do homem, a transformação do homem num objecto,segundo um modelo maquinal. Porque no capitalismo, a racionalização fundada no cálculo incorpora o trabalhador como parcela mecanizada num sistema mecânico. Observa também que o sentido revolucionário é o sentido da totalidade,uma concepção total do mundo onde o conhecimento e a acção, bem como a teoria e prática são identificadas. Critica assim o materialismo mecanicista,que considera um simples positivismo, acentuando o papel da consciência humana que não reflecte passivamente uma prévia realidade empírica.

· Geschichte und Klassenbewusstsein, Berlim, Mulik Verlag, 1923) (cfr. trad. fr. Histoire et Conscience de Classe, Paris, Éditions de Minuit, 1960).

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Britannica

Luís XVIII (1755-1824)

Rei de França, 1814-1815, 1815-1824. Filho de Luís XV e irmão de Luís XVI, começa como conde da Provença. Exila-se na Alemanha, em Coblenz, com os desenvolvimentos da Revolução Francesa. Torna-se o chefe da causa realista francesa, vivendo também em Itália, na Polónia e na Grã-Bretanha (1809-1814). Regressa a França em 1814, depois da derrota de Napoleão e assume-se como rei, assumindo a monarquia constitucional, de acordo com o regime da Carta. Depois do governo dos Cem Dias de Napoleão, retoma o trono, chamando Talleyrand para chefe do governo e, depois, Elie Decazes (1818-1820). Tem a oposição dos ultras, liderados pelo irmão, o futuro Carlos X, sendo forçado a chamar para chefia do governo Villèle (1822-1824).

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Luís XIV, rei de França (1638-1715)

O representante típico do despotismo esclarecido. Rei desde 1643. Proclama que l'État c'est moi. Considera que os homens não são anjos, mas sim criaturas a que o poder excessivo acaba sempre por dar alguma tentação de o usar. O rei representa a nação inteira, enquanto os súbditos é como se fizessem parte de nós próprios, dado que somos a cabeça de um corpo, do qual eles são os membros. Aliás, no leito de morte, terá dito: Je m’en vais, mais l’État demeure toujours. Continuando o projecto de Richelieu, que queria mettre la France en tous lieux où fut la Gaule, já dotada de um État marcado pelo soberanismo, foi a primeira entidade a assumir um projecto devorista de expansão, tanto pela guerra propriamente dita, como pelo processo mercantilista, concebido como uma guerra perpétua e pacífica, conforme as palavras de Colbert. A primeira operação de Luís XIV é a chamada Guerra da Devolução ou da Flandres, contra a Espanha, entre 1667 e 1668, que leva ao aparecimento da Tripla Aliança de Haia, em Janeiro de 1668, entre a Inglaterra, as Províncias Unidas e a Suécia, desta forma se iniciando as coligações contra a França que se prolongam até à queda de Napoleão.Quatro anos depois, desencadeia nova guerra, agora contra as Províncias Unidas, um confronto que dura de 1672 a 1678 e que, em 1673, faz surgir uma nova coligação contra a França com as Províncias Unidas, o Brandeburgo, a Espanha e o Imperador.Em 1681 já volta à guerra, agora contra o Imperador, numa contenda que só terminará em 1684.Em 1688, ei-lo a desencadear novo conflito, a chamada Guerra do Palatinado, ou Guerra dos Nove Anos, que durará até 1697, onde a França enfrenta o Brandeburgo, a Saxónia, o Hanôver (Setembro de 1688), o Imperador (Maio de 1689), a Inglaterra (Setembro de 1689), a Espanha (Junho de 1690) e o Piemonte-Sabóia (Outubro de 1690). Era a primeira vez, que Luís XIV enfrentava um conflito europeu sem aliados.O confronto só termina com a Paz de Ryswijk, de 1697, pela qual Luís XIV tem de devolver a Catalunha, o Luxemburgo, Mons, Ath e Courtrai aos espanhóis, enquanto a Lorena volta a ser um ducado independente. Só a Alsácia permanece francesa, incluindo Estrasburgo, mas os principados alemães deixam, por essa circunstância, de ser aliados da França.

· Memórias sobre a Arte de Governar, (cfr. trad. port., Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976).

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Luhmann, Niklas (1927-1998)

Jurista e sociólogo alemão. Depois de estudar direito em Friburgo, começa por trabalhar na administração pública. Dedica-se à sociologia a partir de 1960, por influência de Talcott Parsons, com quem estuda em Harvard. Torna-se professor de sociologia em 1968. Distanciando-se do marxismo e do weberianismo, envereda pelo sistemismo cibernético. A partir de 1984, admite que a auto-referência e a circularidade constituem um princípio vital tanto de células, sistemas nervosos e organismos, como dos próprios sistemas sociais. Assim, também o direito é entendido como um sistema auto-referencial, dado que os respectivos elementos são produzidos e reproduzidos pelo próprio sistema, através de uma sequência de interacção circular e fechada. O sistema jurídico, como sub-sistema social, radica a sua autonomia num código binário próprio (o legal/ilegal), código que seria o centro de gravidade de uma rede circular e fechada de operações sistémicas. Há até o paradoxo de uma clausura auto-reprodutiva, dado que o sistema jurídico é tanto mais aberto e adaptável ao ambiente que o rodeia, quanto mais mantêm intacta a auto-referencialidade das respectivas operações. Desta forma, porque o direito vive em clausura comunicativa, deixa de ter sentido a procura do respectivo fundamento numa ordem superior, pois, quando se proclama que não existe direito fora do direito, está a dizer-se que o direito se reduz ao ordenamento jurídico positivo, não se admitindo a juridicidade do direito natural. Assim, segundo as palavras de Luhman, o sistema jurídico não pode importar normas jurídicas do seu meio envolvente e, inversamente, as normas jurídicas não podem ser válidas como direito for a do próprio direito, havendo a chamada auto-reprodução do direito.

Retirado de Respublica, JAM

foto picada da ECA, USP

Luciano de Castro, José (1834-1914)

José Luciano de Castro Pereira Corte-Real.
Considerado a velha raposa. Duas frases contribuem para o caracterizar: o meu Partido não é que me leva ao Poder, sou eu que levo o meu Partido ao Poder. Outra: se fôssemos a fazer política com gente honesta, ficaríamos só com meia dúzia de pessoas. Matricula-se em direito em 1849-1850. Deputado desde 1853. Casa com uma filha do deputado Alexandre de Seabra, presidente da Câmara da Anadia e autor de um projecto de Código de Processo Civil em 1869. Passa a viver no Porto em 1858. Ministro da justiça do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 20 de Maio de 1870. Ministro do reino de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881, no primeiro governo progressista de Braamcamp. É então que apresenta em 4 de Fevereiro de 1880 uma proposta de lei sobre a responsabilidade ministerial que não chega a ser discutida na Câmara dos Pares, apesar de aprovada na Câmara dos Deputados. Depois da morte de Anselmo Braamcamp, passa a chefiar os progressistas em 10 de Dezembro de 1885, com o apoio de Barros Gomes e Oliveira Martins e a oposição de Emídio Navarro e Mariano de Carvalho. Presidente do conselho de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1880, acumulando a pasta do reino. Vence as eleições de 6 de Março de 1887 (113 deputados) e de 20 de Outubro de 1889. Segunda chefia do governo de 7 de Fevereiro de 1897 a 25 de Junho de 1900. Terceira chefia do governo, entre 20 de Outubro de 1904 e 19 de Março de 1906, sem acumular qualquer pasta. Governador da Companhia Geral do Crédito Predial português de 31 de Março de 1887 a 4 de Junho de 1910, onde sucedeu a Fontes Pereira de Melo.

Retirado de Respublica, JAM

Ver outras ligações a partir do Portugal Político

Foto picada da Wikipédia



Lucena, Vasco Fernandes de (sec. XV)

Compôs para D. Afonso V o Tratado das Virtudes Pertencentes a um Príncipe, doutor em direito civil e canónico, foi cronista-mor, onde sucedeu a Azurara, diplomata e orador nas Côrtes de Torres Novas, de 1438, e de Évora, de 1485, tendo traduzido o De Senectute de Cícero, o De Regimine Principum de Egídio Romano, a Oratio de Plínio e a Instrução para príncipes de Paulo Vergério.

·Tratado das Virtudes Pertencentes a um Príncipe, (1400).

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada do Portal da História

Samuel Gompers

(January 27, 1850-December 13, 1924) was an American labor union leader and a key figure in American labor history. Gompers founded the American Federation of Labor (AFL) and held the position as president of the organization for all but one year from 1886 until his death in 1924. He promoted harmony among the different craft unions that comprised the AFL, and opposed industrial unionism. Focused on higher wages and job security, he fought against both socialism and the Socialist Party. After 1907, he formed alliances with the Democratic Party at the local, state and national levels. He enthusiastically supported the American entry into World War I, opposing Eugene V. Debs and other leftists who were against the war.

Gompers was born on January 26, 1850 in London, England into a Jewish family which had recently arrived from the Netherlands. He left school at age 10 to become an apprentice, first as a shoemaker and then as a cigar maker. The family immigrated to the United States in 1863, settling on Manhattan's Lower East Side in New York City. He married Sophia Julian in 1866 and became a naturalized U.S. citizen in 1872. Gompers attended a free Jewish school in London, but received no more than an elementary school education.[1] He attended night school to further his education, but later said about the factory he worked in: "The factory was my Harvard and my Yale."[citation needed]

He joined Local 15 of the Cigarmakers' International Union in 1864, and was elected president of Local 144 in 1875. He was elected second vice-president of the international union in 1886, and first vice-president in 1896. He served in this capacity until his death. In 1877, the union nearly collapsed. Gompers and his friend Adolph Strasser used Local 144 as a base to rebuild the Cigarmakers' Union, introducing a hierarchical structure and implementing programs for strike and pension funds paid for by charging high membership dues. He told the workers they needed to organize because wage reductions were almost a daily occurrence. The capitalists were only interested in profits, "and the time has come when we must assert our rights as workingmen. Every one present has the sad experience, that we are powerless in an isolated condition, while the capitalists are united; therefore it is the duty of every Cigar Maker to join the organization. . . . One of the main objects of the organization," he concluded, "is the elevation of the lowest paid worker to the standard of the highest, and in time we may secure for every person in the trade an existence worthy of human beings."[2]

His philosophy of labor unions centered on economic ends for workers, such as higher wages, benefits, and job security. His goal was to achieve these without political action or affiliation by the union, but rather through the use of strikes, boycotts, etc.

Gompers viewed unions as simply the labor component of a business, neither superior nor inferior to the management structure. This belief led to the development of procedures for collective bargaining and contracts between labor and management which are still in use today.

Leading the AFL

Gompers helped found the Federation of Organized Trades and Labor Unions in 1881 as a coalition of like-minded unions. In 1886 it was reorganized into the American Federation of Labor, with Gompers as its president. He would remain president of the organization until his death (with the exception of one year, 1895).

Under Gompers's tutelage, the AFL coalition gradually gained strength, undermining that previously held by the Knights of Labor, which as a result had almost vanished by 1900. He was nearly jailed in 1911 for publishing with John Mitchell a boycott list, but the Supreme Court overturned the sentence in Gompers v. Buck's Stove and Range Co..

Gompers's insistence against political affiliation and radicalism in the AFL, combined with the AFL's tendency to cater to skilled labor over unskilled, led indirectly to the formation of the Industrial Workers of the World organization in 1905, which tried with limited success to organize unskilled workers.

Gompers, like most labor leaders, opposed unrestricted immigration from Europe because it lowered wages, and opposed any immigration at all from Asia for the previous reason and also because it brought an alien culture. The AFL was instrumental in passing immigration restriction laws from the 1890s to the 1920s, such as the 1921 Emergency Quota Act and the Immigration Act of 1924, and seeing that they were strictly enforced. The link between the AFL and the Democratic Party rested in large part on immigration issues; the owners of large corporations wanted more immigration and thus supported the Republican party.[3]

Political involvement

During the First World War, Gompers was a strong supporter of the war effort. He was appointed by President Wilson to the powerful Council of National Defense, where he instituted the War Committee on Labor. He was an attendee at the Paris Peace Conference in 1919 as a labor advisor.

Retirado da Wikipédia

Owen, Robert (1771-1858)

Um dos principais socialistas utópicos. Nasce no País de Gales, filho de um seleiro. Pelo casamento, torna-se grande industrial da fiação. Propõe a formação de grandes cooperativas de consumo, as aldeias de cooperação e amizade. Inspira-se no projecto do quaker John Bellers sobre colégios industriais. Tenta implantar o modelo em colónias agrícolas que funda nos Estados Unidos. Funda em 1835 a Association of all classes of all nations.

·A New View of Society, 1813-1814. Cfr. ed. bilingue em português e inglês, Braga, 1976.

·The Book of New Moral World, 1820.

4Harrison, J. F. C., Robert Owen and the Owenites in Britain and America. The Quest for the New Moral World, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1969.

(ver pacifismo).

Retirado de Respublica, JAM

"
Robert Owen (14 de maio de 1771 - 17 de novembro de 1858) foi um reformador social galês, e um filósofo socialista libertário. É considerado o pai do movimento cooperativo.


Filho de uma família de modestos artesãos. Após haver galgado os diferentes degraus da produção, a partir do aprendizado, tornou-se, por volta dos 30 anos, co-proprietário e diretor de importantes indústrias escocesas, de filiação em New Lanark. Ali, reduziu a jornada de trabalho para 10,5 horas diárias (uma avanço para a época), fez erguer casas para os operários, o primeiro jardim-de-infância e a primeira cooperativa.

Em 1817 evolui da ação assistencial para a crítica frontal ao capitalismo, tentando convencer as autoridades inglesas, bem como estrangeiras, da necessidade de reformas no setor de produção.

Fundou, nos Estados Unidos da América, a colônia socialista de Nova Harmonia, sem obter o êxito esperado.

Regressando a Inglaterra continuou na luta por seus ideais, até falecer aos 87 anos.

Ele era muito amigo do filósofo Fele de Barbosa, que possuía várias teses socialistas e comunistas."

Texto e foto retirados da Wikipédia