sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Modern (The) World-System (1974)

De Immanuel Wallerstein. Considera que, a partir do Renascimento, a diferenciação dos sistemas políticos europeus, com a clivagem Leste/Oeste, resulta do desenvolvimento económico desigual. Os países periféricos da Europa, com as transformações tecnológicas ocorridas a partir dos séculos XV e XVII, beneficiaram dos efeitos de uma economia mundial, marítima e comercial, marcada pelo free trade e pela divisão de trabalho a nível mundial. Por seu lado os países do Centro e do Leste da Europa, fechando-se sobre si mesmos, sofreram de uma recessão económica que os obrigaram a uma especialização agrícola. Assim, nos países periféricos da Europa apareceu o Estado como elemento fundamental no processo de diferenciação política interna. Este processo teria sido facilitado pela circunstância do afluxo de recursos económicos e monetários ter permitido o rápido desenvolvimento dos aparelhos burocráticos centrais.

Retirado de Respublica, JAM


Moderantismo

Há uma terceira via moderada e pós revolucionária que tem no cartismo centrista de François‑René Chateaubriand (1768‑1848) um dos seus principais epígonos.

Outro dos clássicos do liberalismo moderado é Benjamin Constant(1767‑1830), cujas ideias se constroem na prática perante os desvios da pós‑revolução em França, muito principalmente face ao bonapartismo.

Entre nós, o modelo propaga-se com o segundo romantismo liberal romântico, esse herdeiro conservador de um romantismo que fora revolucionário e que Oliveira Martins, pensando em Garrett e Herculano, considera "individualista sem enjeitar a tradição, e até popular sem deixar de ser brandamente aristocrata". Era o liberalismo da autocrítica, centrista e racionalizado, que, no entanto, ainda continua a ser o liberalismo inconformista saudoso da república romana ou dos foros medievais, repudiando o centralismo jacobino. Era descendente do liberalismo moderado de Palmela e de Silvestre Pinheiro Ferreira, um "primeiro romantismo, católico, tradicionalista, monárquico, aristocrático".

Retirado de Respublica, JAM

Moderador, poder

Modelo instituído por D. Pedro tanto na Constituição brasileira de 1824 como na Carta Constitucional portuguesa de 1826. No Brasil, foi defendido por Pimenta Bueno e pelo Visconde do Uruguai e contestado por Zacarias Góis em Da Natureza e dos Limites do Poder Moderador.

Retirado de Respublica, JAM

Moderação

Do latim moderatio, do verbo moderari, moderar ou temperar. Equivalente à virtude grega sophrosine, o autocontrolo. Segundo Platão, quem tem esta virtude subordina o desejo de prazer aos ditames da razão. Ideia próxima de mesos, o meio-termo entre vícios extremos que, em Roma, deu origem à aurea mediocritas, ao in medio virtus est.

No plano político, conduz à defesa do regime misto, do centrismo e da própria mesocracia, defensora do governo da classe média. Diz-se hoje da atitude política que procura um equilíbrio capaz de evitar os extremismos na realização de uma ideia ou na aplicação de uma norma, opondo-se ao extremismo, ao maximalismo e ao radicalismo. Politicamente, a base da moderação está no conceito aristotélico de mesotes, ponto médio. O moderado aparece assim como o contrário do radical, como aquele que não é extremista, equivalendo ao conceito de centrismo, isto é, o que está entre a direita e a esquerda e não quer produzir uma mudança fundamental na sociedade. Nos primeiros tempos do nosso liberalismo, nomeadamente em 1826, os moderados são aqueles que se opõem aos avançados, acusados por estes de serem conservadores, enquanto qualificam os segundo de radicais. Foi assim com o primitivo cartismo de 1826, quando se gerou a dialéctica entre o moderado Palmela e o avançado Saldanha. Voltou a ser assim no processo revolucionário de 1975, quando assumem a qualificação de moderados os membros do Conselho da Revolução que se opõem aos gonçalvistas e se distanciam dos extremistas liderados por Otelo Saraiva de Carvalho.

Em Espanha, entre 1834 e 1836, surgiu em Espanha um grupo político moderado, dirigido por Narváez, oposto às medidas consideradas extremistas de Riego. O grupo moderado sobre ao poder entre 1844 e 1854. Deste grupo é que emerge a facção direitista de Cánovas del Castillo.

Moderação como doutrina do mal menor OSORIO, 125, 878

A moderação do poder político, para Karl Popper, é considerada como o problema fundamental da teoria do Estado. Consiste na luta contra a arbitrariedade e o abuso do poder, pela existência de instituições pelas quais o poder é distribuído e controlado.

–POPPER, 119, 824

Moderado

Retirado de Respublica, JAM

Módena

O ducado de Módena foi constituído em 1452; anexado ao Piemonte em 1850, por referendo.

Retirado de Respublica, JAM


"A província de Módena é uma província italiana da região de Emília-Romanha com cerca de 628 180 habitantes, densidade de 233 hab/km². Está dividida em 47 comunas, sendo a capital Módena.

O Ducado de Módena e Reggio foi um Estado italiano que existiu, com um intervalo entre 1798 e 1814, de 1452 a 1859. O ducado teve origem com a família dos Este, originária de Ferrara (onde tinha a capital até 1597). Módena, em 1288, devido a lutas internas entre as famílias nobres locais, havia renunciado à autonomia comunal em favor de Obizzo II d’Este, marquês de Ferrara, um ano depois que Reggio havia se submetido a Obizzo II, que se torna assim senhor das duas províncias, como vassalo do Imperador, enquanto Ferrara estava sob autoridade do Papa."

Texto 2 e imagens retirados da Wikipédia

Modelo

Para Bertrand Badie e Jacques Gerstlé é uma representação esquematizada de um objecto ou de um processo que consiste num sistema de relações entre propriedades seleccionadas, abstractas e simplificadas. Segundo Raymond Boudon, um modelo ou paradigma corresponde àquilo que nas ciências sociais equivale às teorias das ciências físicas. Podem ser conceituais (definição de vocábulos), formais (regras de sintaxe) ou teóricos.
ver Paradigma.


Modelo (Jean-William Lapierre):

"um objecto formal sobre o qual podemos raciocinar e que ajuda o investigador a compreender os objectos concretos, real - a estabelecer factos e a explicá-los, descobrindo as suas relações". Assim, enquanto que um modelo teórico é "um conjunto coerente de conceitos claramente definidos e que tëm entre si relações determináveis", já uma teoria científica é "um conjunto coerente de proposições demonstradas (nas ciëncias formais) ou verificadas (nas ciências experimentais). "

Modelo formal
Segundo Norbert Wiener é a construção simbólica e lógica de uma situação relativamente simples, elaborada mentalmente e dotada das mesmas propriedades que o sistema factual de origem.

Modelo teórico
Segundo Jean-William Lapierre, é um objecto formal que ajuda a investigar e a compreender objectos concretos. Assume-se como um conjunto coerente de conceitos claramente definidos e que têm entre eles relações determináveis. Difere da teoria científica, entendida como um conjunto coerente de proposições que são verificadas (nas ciências experimentais) ou demonstradas (nas ciências formais).

Retirado de Respublica, JAM

Moda

Uma das ordens normativas da realidade que provoca o império do efémero, conforme a expressão de Lipovetsky. Traduz-se na emissão de sinais distintivos de um determinado grupo dominante, mas estes logo são imitados pelos restantes numa correria. Uma das formas de moda está no intelectualismo do politically correct e nos modelos do radical chic. Segundo Radbruch, outra coisa não é senão um esforço das camadas superiores da sociedade para se diferenciarem, por meio de certos caracteres e sinais exteriores, das camadas julgadas inferiores. A moda alimenta-se, por assim dizer, precisamente, dessa permanente e porfiada concorrência entre as duas camadas, que leva a superior a modificar constantemente os sinais da sua maior dignidade, desde que a inferior se apropria deles. Neste sentido, como referia Jean Anouhil, só é moda aquilo que passa de moda.


Retirado de Respublica, JAM

Mobilização

Em sentido genérico, é um processo que se caracteriza pela criação de novos compromissos e de novas identificações, muitas vezes pela reactivação de lealdades e de identificações esquecidas.

Mobilização e conflito
Processo que tende a formar grupos de conflito, destinados a impôr às autoridades a satisfação de um certo número de reivindicações.

Mobilização Militar
Recrutamento maciço tendo em vista a preparação para uma guerra.

Mobilização política
Para Karl Deutsch a mobilização política insere-se no âmbito da teoria da modernização. É o processo que tende a inserir um determinado indivíduo numa rede de comunicação única, abarcando o conjunto da sociedade, destinando-se a ligar e a fundir o indivíduo num âmbito público, social e político. Para Etzioni, por seu lado, é o processo pelo qual uma unidade faz crescer de forma significativa o seu controlo sobre os recuursos sociais de que ela não dispunha antes.

Retirado de Respublica, JAM

Mobilidade social

Mudança de classe ou de status de um indivíduo. Subida ou descida na estratificação social.

Retirado de Respublica, JAM


Miranda, Jorge

Professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa e da Universidade Católica. Foi assistente de Marcello Caetano. Militante do Partido Popular Democrático nos primeiros anos de vida do partido. Foi um dos mais destacados deputados da Assembleia Constituinte. Doutorou-se em 1976, com uma tese sobre a Constituição. Abandonou o PPD com a dissidência da ASDI Estado e direito, 4, 29 -nação e povo, 68, 447.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da FD Lisboa

Miranda, Manuel Gonçalves de (1780-1841)

Bacharel em matemática. Grande proprietário. Capitão na guerra peninsular. Presidente da comissão dos emigrados em Londres. Deputado em 1820-1822, 1822-1823, 1826-1828 e 1834-1836. Ministro da guerra em 1822-1823. Ministro da marinha e ultramar no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Par do reino desde 1836. Membro da Associação Eleitoral do Centro que concorreu às eleições de 1838. Volta a ministro em 28 de Janeiro 1841, no governo de Bonfim, primeiro na pasta da fazenda, sucedendo a Pereira Forjaz, e depois, em 12 de Março, na da marinha. Faleceu no exercício de funções ministeriais em 5 de Abril de 1841. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano de 1839 a 1841, onde sucedeu a Silva Carvalho. Tem como grande inspector Rodrigo da Fonseca.

Retirado de Respublica, JAM

Miranda, Francisco Cavalcanti Pontes de (1892-1979)

Jurista brasileiro, formado no Recife. Um dos principais representantes do positivismo lógico do Círculo de Viena, distanciando-se da herança comteana, considerada totalitária. Obsreva, contudo, em texto de 1926, que o sociólogo vê, observa, e procura a visão mais objectiva que lhe seja possível, das coisas da vida. Não se instala no interior das correntes, vem dos factos, não participa deles, não os vive. Curiosa a sua perspectiva de democracia, expressa em 1947: toda a democracia é luta contra as lutas, porque organiza pleitos que evitam choques. Nela marcha-se, sem que se saiba para onde; mas marcha-se. O seu fim é, pois, esperança, e não, propriamente, fim; esperança que se chegue ao acordo, pelas simetrizações que atenuem as diversidades da vontade. Em 1933 critica o individualismo capitalista, considerando que um dos fenómenos mais graves do momento é que não há mais possibilidade de ascender à classe dirigente, fora do roubo por intermédio do Estado ou dos serviços excepcionais prestados ao fortalecimento ou defesa do capitalismo. A classe tende a tornar-se casta. O liberalismo económico é a doutrina que mais lhe serve, salvo quando há necessidade de pôr o Estado ao seu serviço. Acrescenta que o socialismo ou é antimarxista, ou rectificador de Marx, porque o capitalismo apoderou-se da técnica e reduziu o Estado a entidade parasitária, para que as lutas fossem em torno do poder político, e não em torno do poder económico-social.

Obras do autor:

·A Sabedoria dos Instintos, Rio de Janeiro, J. Ribeiro dos Santos, 1921.

·Sistema de Ciência Positiva do Direito, Rio de Janeiro, 1922. Nova ed. em 4 vols., Editora Borsoi, 1972.

·A Sabedoria da Inteligência, Rio de Janeiro, Leite Ribeiro, 1923.

·Introdução à Política Científica, Rio de Janeiro, 1924.

·Introdução à Sociologia Geral, Rio de Janeiro, Ed. Pimenta de Melo, 1926.

·Os Fundamentos Atuais do Direito Constitucional, Rio de Janeiro, 1932.

·Anarquismo, Comunismo, Socialismo, Rio de Janeiro, Adersen Editores, 1933.

·O Problema Fundamental do Conhecimento, Porto Alegre, Ed. Globo, 1937.

·Democracia, Liberdade, Igualdade, Rio de Janeiro, Ed. José Olímpio, 1945.

·Comentários à Constituição de 1946, Rio de Janeiro, Ed. H. Cohe, 1947.

·Horas LIterárias, Rio de Janeiro, José Olympio, 1960.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Biblio

Mises, Ludwig von (1881-1973)

Fundador da Escola Austríaca juntamente com Carl Menger e Eugen Von Bohm-Bawerk. Defende a teoria da utilidade marginal do valor subjectivo e do individualismo metodológico. Doutorado em Viena em 1906 com The Theory of Money and Credit, publicada em inglês em 1934. Professor em Viena de 1913 e 1938. Escreve Socialism entre as duas guerras. Consultor da Camara de Comércio Austríaca Em 1934 passa para a Suiça, colaborando no Instituto de Estudos Internacionais Escreve em 1940 Nationaloekonomie, rescrito para norte americanos como Human Action, 1949. Um dos fundadores da Sociedade Mont Pélérin em 1947. Vai para os USA em 1940, sendo professor da New York University (1945-69). Escreve em 1956 The Anti-Capitalistic Mentality, an examination of American socialism, he dealt with the opposition of a variety of intellectuals to the free market; in his view, these persons bear an unwarranted resentment toward the necessity of obeying mass demand, which is the basis of prosperity in big business. Among his other books are Planned Chaos (1947), concerning socialist totalitarianism, and Human Action (1949; rev. ed. 1966), a treatise on economics.

Obras do autor:

Nation, Staat und Wirtschaft. Beiträge zur Politik und Geschichte der Zeit, 1919.

·Antimarxismus, 1925.

·Kritik des Interventionismus, 1929.

·Socialism, 1936.

State and the Total War, 1944.

·Planned Chaos, 1947.

·Planning for Freedom, 1952.

·The Anti-Capitalistic Mentality, 1952.

·The Ultimate Foundations of Economic Science, 1962.

·Liberalism in the Classic Tradition, 1962. Cfr. trad. port. Liberalismo. Segundo a Tradição Clássica, Rio de Janeiro, Instituto Liberal, 1987, com pref. de Bettina Bien Greaves, de 1985, trad. port. de Haydn Coutinho Pimenta (segundo a edição inglesa de 1985, de acordo com a última versão de Mises de 1962 The Free and prosperous Commonwealth.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da arcadiafinancial

Mistério

O mistério envolve o homem que está sempre mergulhado no desconhecido. E mesmo antes de fazer ciência, é preciso crer na ciência (Jean Lacroix). O progressismo racionalista apenas aceita um tempo linear, que pode conduzir ao vazio. O mistério dá profundidade ao tempo, ao introduzir-lhe uma dimensão vertical. O tempo adquire sentido, passa a ser um tempo de revelação e de desvelamento. E Fernando Pessoa logo refere que as nações todas são mistérios.

Eliade, Mircea, Mythes, Rêves et Mystères, Paris, Éditions Gallimard, 1957 [trad. port. Mitos, Sonhos e Mistérios, Lisboa, Círculo de Leitores, 1990].

Lacroix, Jean, Histoire et Mystère [ed. orig. 1962; trad. port. História e Mistério, São Paulo, Livraria Duas Cidades, 1967].

Quadros, António, Portugal, Razão e Mistério, 2 vols., Lisboa, Guimarães Editores, 1986-1987.

(ver Escatologia)

Retirado de Respublica, JAM

Misticismo

Doutrina segundo a qual o homem pode atingir o sobrenatural através da extâse. O misticismo significa, como salienta Fernando Pessoa essencialmente confiança na intuição, nessa operação mental pela qual se atingem os resultados da inteligência sem usar a inteligência. Para o mesmo autor, o mito "um nada que é tudo". O misticismo, o "ter um sentimento nítido de uma coisa que não se sabe o que é", dado que o místico "onde não pode calcular, adivinha; onde não pode pôr à prova, profetiza", pelo que "em toda a matéria onde não pode haver ciência tem necessariamente que haver misticismo". Antero de Quental, do mesmo modo, já dizia que "o conhecimento cientifico constitui apenas a região média do conhecimento, entre o senso comum... e o conhecimento metafísico.

Retirado de Respublica, JAM

MIT (Massachusetts Institute of Technology)

Fundado em 1865 em Boston. Transferido para Cambridge em 1916. Entre os principais professores, Walt W. Rostow, Paul Samuelson e Norbert Wiener.


Retirado de Respublica, JAM

Mito

Se o homem é razão e vontade, também não deixa de ser imaginação. Com efeito, ao lado das duas potências da alma inventariadas por Platão, a ratio e a voluntas, tem também que colocar-sese uma terceira :o mito. O homem não é apenas animal rationale et politicum, é também animal symbolicum. É, em suma, animal social e cultural. Como justamente observa Paul Ricoeur, "toda a razão tem um horizonte sobredeterminado pela crença", havendo "um ponto, onde o racional comunica com o mítico", donde deriva toda "uma constituição simbólica do laço social". Com efeito, "toda a ética que se dirige à vontade para a lançar no agir deve ser subordinada a uma poética que abre novas dimensões à nossa imaginação". Voegelin assinala também que " a sociedade é iluminada por um complexo simbolismo, com vários graus de compactação e diferenciação - desde o rito, passando pelo mito, até à teoria - e esse simbolismo a ilumina com um significado na medida em que os símbolos tornam transparentes ao mistério da existência humana a estrutura interna desse pequeno mundo, as relações entre os seus membros e grupos de membros, assim como a sua existência como um todo. A auto-iluminação da sociedade através dos símbolos é parte integrante da realidade social, e pode mesmo dizer-se que é uma parte essencial dela, porque através dessa simbolização os membros da sociedade a vivenciam como algo mais que um acidente ou uma convivência; vivenciam-na como pertencendo a sua essência humana". Mais recentemente Edgar Morin vem considerar que "não podemos fugir ao mito, mas podemos reconhecer a sua natureza de mitos e relacionar-nos com eles, simultaneamente por dentro e por fora". Porque "o problema consiste em reconhecer nos mitos a sua realidade e não a realidade. Em reconhecer a sua verdade e não em reconhecer neles a verdade. em não introduzir neles o absoluto. Em ver o poder de ilusão que segregam constantemente e que pode ocultar a sua verdade. Devemos demitificar o mito, mas não fazer da demitificação um mito".

Segundo Mircea Eliade, o mito conta uma história sagrada, relata um acontecimento que teve lugar num tempo primordial, no começo, assumindo-se como um relato da criação. É uma alegoria ou uma fábula que explica uma determinada ordem e que assim alimenta o imaginário social. Para Sorel, o mito como poesia social, é o conjunto das representações mobilizadoras de um grupo. Para Malinowski é um instrumento de explicação e de justificação de uma situação de superioridade.

Retirado de Respublica, JAM

Minorias

Subgrupos que se distinguem do grupo dominante por diferenças físicas ou traços culturais. Tendem a ser excluídas da plena participação na vida do grupo.

Minorias e poder, 54, 340

Minorias nacionais, 71, 479.

Retirado de Respublica, JAM

Mill, James (1773-1836)

Um dos fundadores do utilitarismo, juntamente com Bentham. Pai de John Stuart Mill. Considera que a democracia representativa é a grande descoberta dos tempos modernos, porque permite a adequação dos interesses dos governantes aos dos governados. Os primeiros porque ficam com um largo espaço de autonomia na actuação, ao contrário do que acontece na democracia directa. Os segundos porque conservam a possibilidade de controlo dos actos dos governantes.

· Essay on Government, 1820.

· Analysis of the Phenomena of the Human Mind, 1829.

· Fragments on MacKintosh, 1835.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipédia

Minorca

Menorca - Ilha das Baleares [a sengunda maior] , pertencente a Espanha. Foi conquistada pelos ingleses em 1708; depois de ter estado sob ocupação francesa de 1756 a 1763, regressa à posse dos ingleses. Volta para a Espanha em 1783, sendo, contudo, reocupada pelos ingleses de 1798 a 1802.

Retirado de Respublica, JAM

"Las Islas Baleares o Baleares (en catalán y oficialmente Illes Balears[1] ) son una comunidad autónoma española compuesta por las islas del archipiélago balear, situado en el Mar Mediterráneo junto a la costa oriental de la Península Ibérica.

El archipiélago está formado por dos grupos de islas y numerosos islotes:

Imagem e texcto 2 retirados da Wikipedia