sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Molnar, Thomas

Húngaro, professor em Nova Iorque de literatura francesa e história das ideias. Teórico contra-revolucionário. Considera que a revolução ocorre no momento em que o ancien régime dá mostras de tolerância e começa a fazer concessões, as quais mais não são do que sinais de debilidade e resultam da fortaleza. Observa também que o adversário que promove a revolução é, sobretudo, marcado pela république des lettres. Neste sentido, quase defende, como Mussolini, que qualquer regime tem o dever de durar.

·The Decline of Intellectuals, Cleveland, Meridian, 1961.

·The Counter Revolution, 1969 [trad. fr. La Contre-Révolution, Paris, Union Générale d’Éditions, 1972].


Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Learnoutloud

Molina, Luís de (1535-1601)

Foi professor em Coimbra (1563-1567) e em Évora (1568-1584). Distanciando-se do casuísmo de Suárez, admite a imutabilidade do direito natural, adoptando um objectivismo axiológico. Considerando que o mesmo direito natural deriva da natureza das coisas (natura rei), observa que a respectiva obrigatoriedade é uma imposição da natureza desse objecto (natura obiecti). Já a obrigatoriedade do direito positivo apenas brota do comando ou vontade do legislador. Mantém, contudo, a perspectiva de Suárez sobre a lei, entendendo-a como resultado da conjugação da vontade e da razão. Como imperium de quem exerce o poder supremos na república e como actus prudentiae politicae. E isto porque o homem tem um duplo fim, natural espiritual, havendo uma lei natural que Deus imprimiu na mente do homem, ordenada para o fim natural da humana felicidade moral e especulativa que é complementar das leis humanas positivas.

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de aquinate

Moldova

Respublica Moldoveneasca 33 700 km2 e 4 335 360 habitantes; 2 800 000 moldovos; 600 000 ucranianos; 525 000 russos; 150 000 gagauzos; 70 000 búlgaros e 65 000 judeus. Trata-se de uma das ex-repúblicas da URSS constituída a partir do antigo território da Bessarábia; declarada a independência em 27 de Agosto de 1991. A zona da Bessarábia, depois da administração otomana, foi integrada na Rússia em 1812. Pelo Tratado de Andrinopla, de 1829, foi integrada na Bessarábia russa a foz do Danúbio. Em 28 de Outubro de 1920, a região com pouco mais de 2 milhões de habitantes e 44 000 quilómetros quadrados, passou para a Roménia, com protesto dos soviéticos que logo criaram, ao longo da fronteira uma República Moldava. Depois da Segunda Guerra Mundial toda a zona passou para a URSS em 1947. A margem oriental do Dniestre constitui a região da Transnistria, com 800 000 habitantes e 5 000 km2, onde dois terços da população é russa e ucraniana; no sudoeste, existe a região da Gagaúsia, com 1 500 quilómetros quadrados, com 150 000 habitantes de etnia turca e religião ortodoxa; na capital, Chisinau, ex- Kishinev, cerca de 40% da população é russa e ucraniana. A Moldova, ou Republica Moldoveneasca, segundo a língua romena, ou Moldávia, em russo, com 33 700 Km2 e 4 362 000 habitantes, tem 13, 24% de russos e 12% de polacos. Os territórios parcelarmente ocupados pela Moldova, disputados entre os antigos impérios russo, otomano e austro-húngaro, estavam historicamente divididos em duas zonas: a Bessarábia, anexada pela Rússia aos otomanos desde 1812 (Tratado de Bucareste), e a Bucovina, apenas ocupada pela URSS em 1940. A Bucovina fora atribuída à Áustria pelos otomanos em 1775, tendo essa dominação durado até 1918. Nesta data, pelo Tratado de Saint Germain, foi integrada na Roménia independente. Contudo, pelo acordo romeno-soviético de 28 de Junho de 1940, a Bucovina do Norte passou para a URSS. Entretanto, os romenos, aliados aos alemães, ocupam o território entre 1941 e 1944. Pelo Tratado de Paz de 10 de Fevereiro de 1947, a Bucovina do Sul passou para a Roménia e a Bucovina do Norte para a URSS, acabando por ser integrada na Ucrânia. Quanto à Bessarábia, importa salientar que pelo Tratado de Paris de 1856, a Bessarábia do Sul passou para o Principado da Roménia, retornando à Rússia em 1878, pela Conferência de Berlim.

Entretanto, em 1918, a Roménia ocupa toda a Bessarábia que, em Junho de 1940, retorna à Rússia, para em 1941 ser ocupada pelos romenos. Passa definitivamente para a URSS a partir de 1947. Refira-se que em 1859 as zonas romenas do império otomano, a Moldávia e a Valáquia, formaram a Roménia a quem, em 1918, foi prometida a integração da Bessarábia e da Bucovina. Foi a partir da Bessarábia que, em 1924, se constituiu a República Autónoma da Moldávia, enquanto parcela da Ucrânia. Mas, em 1940, só um terço desta entidade integrou a RSS da Moldávia, permanecendo as restantes parcelas da mesma Bessarábia na Ucrânia.

A Moldova tornou-se independente em 27 de Agosto de 1991. Se, por um lado, há um importante grupo populacional que advoga a reintegração na Roménia a Moldova adoptou os símbolos nacionais romenos, da bandeira ao hino , a nova unidade política independente está sujeita à pressão secessionista de duas repúblicas autónomas: a Gagauzia, dominada por uma população turca de religião ortodoxa; a Transnistria, a leste do Dniestre, onde os moldovos são minoritários apenas 40% face a uma maioria de eslavos, russos e ucranianos. Refira-se que em Setembro de 1990, nesta região, chegou a ser proclamada uma República Socialista Soviética do Dniestre.

Retirado de Respublica, JAM

Molden, Otto (1918-2002)

Estabelece o limite leste da Europa numa linha que começa no Lago Peipous e passa pelos rios Pripet e pelo Dniester, abandonando os Urales. Isto é, afasta da Europa, não só a Rússia, como também a Ucrânia e a Bielorússia, mas inclui a Polónia e os países bálticos. Deste modo, reconhece a Rússia como uma Ásia com apêndice europeu.

Retirado de Respublica, JAM

Foto (?) picada de alpbach

Moldávia

Região da Roménia; foi principado entre 1365 e 1511, passando depois para os otomanos. Pelo Tratado de Paris de 1856 foi obtida a autonomia. Ver Roménia.

Retirado de Respublica, JAM

Moi commun

(Rousseau). A marca essencial da comunidade que se constitui em corpo moral e político.

Retirado de Respublica, JAM

Mohl, Robert von (1799-1875)

Jurista alemão, de tendências liberais, teorizador do Rechtstaat. Utiliza a expressa ão Staat para abranger os regimes políticos existentes, utilizando o conceito de Rechtstaat, para o regime que deve-ser, para o governo ideal marcado pelas doutrinas liberais que professa. Assume-se contra o Estado autoritário (Obrikeisstaat), defendendo a necessidade de protecção das liberdades individuais. Propõe a supremacia da lei e que os cidadãos participem na eleição do parlamento, associando a ideia de Estado de Direito à de representação nacional (Volksvertretung).

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada de Lexikon

Mogúncia

(em alemão Mainz; em francês, Mayence) A terra natal de Gutenberg, um dos principados eclesiásticos, eleitores do Sacro Império, desde o século XIII; esteve ocupado pelos suecos de 1631 a 1635; foi tomado pelos franceses em 1644, 1688 e 1792. Depois de conquistado pela Prússia em 1793, foi anexado pela França em 1797 até 1815; com o Congresso de Viena, foi integrado no ducado de Hesse; anexado pela Prússia em 1866. O território esteve ocupado pelos franceses de 1918 a 1930; a partir de 1947 passou a ser a capital da Renânia-Palatinado; foi a terra natal de Gutenberg.

Retirado de Respublica, JAM

Imagens retiradas da Wikipédia

Modus Vivendi

Expressão latina que significa maneira de viver. Quando duas partes envolvidas numa disputa territorial decidem parar o conflito militar, mas sem chegarem a um acordo político definitivo, dado que apenas decidem continuar a viver no estado em que se encontram, permanecendo as diferenças de pontos de vista, causadores do conflito.

Retirado de Respublica, JAM

Modo de produção

Para o marxismo ortodoxo, as forças produtivas, os ditos meios de produção, bem como as relações de produção, isto é, os regimes económicos definidos pela propriedade dos meios de produção, esses dois elementos é que formam a infra‑estrutura económica de cada modo de produção. E seria esta infra‑estrutura geradora da chamada super‑estrutura, onde cabem as ideias, as instituições sociais, das quais se destaca o Estado. Cada sociedade forma, assim, um todo, uma "formação económica e social" que vai evoluindo ao longo do tempo:o comunismo primitivo, a escravatura, o feudalismo, o capitalismo (...) E em cada formação económica e social há uma classe dominante, detentora dos meios de produção, que exploraria todas as outras ‑ o caso da nobreza no feudalismo e da burguesia no capitalismo. Nestes termos, o Estado, enquanto mera super‑estrutura, teria de ser um simples reflexo automático de um determinado meio de produção. Para utilizarmos as palavras de Marx, "considere‑se uma determinada sociedade civil e aí teremos um determinado Estado político, que não passa da expressão oficial da sociedade civil".

Modo de produção asiático
Marx refere um modo de produção asiático, alicerçado em comunidades aldeãs auto-suficientes, com uma estrutura produtiva mista, de carácter agrícola e artesanal, onde a propriedade privada do solo não conseguia impor-se. O Governo central apropriava-se do excedente, ao mesmo tempo que fornece os serviços de defesa e realiza grandes obras públicas, das vias de comunicação ao sitema de irrigação, necessitando, para tanto, de um forte aparelho burocrático. Daqui resultaria a imobolidade das sociedades orientais, com uma subordinação da massa dos súbditos a um poder central ( o despotismo oriental).

Retirado de Respublica, JAM

Modernização

Substituição gradual da legitimidade tradicionalista pelos modelos racionais-normativos. Conceito desenvolvido pela sociologia histórica e pelos teóricos desenvolvimentistas. Segundo o desenvolvimentismo de David Apter, é a transposição para o seio de sociedades não industrializadas de certos papéis - profissionais, técnicos, administrativos - e (de certas) instituições que sustentam estes papéis - hospitais, escolas, universidades, burocracias. Para a sociologia histórica de R. Bendix significa todas as mudanças sociais e políticas que acompanharam a industrialização dos países que pertencem à civilização ocidental.

Retirado de Respublica, JAM

Modernidade

O conceito de moderno é bastante antigo. Já Santo Agostinho utilizava a expressão para falar na nova ordem cristã, face à antiga ordem pagã. Contudo, é com o Iluminismo que se atinge o actual entendimento do vocábulo. Moderno passou a ser o aqui e agora. O aqui, isto é, as sociedades ocidentais; o agora, isto é, aquilo que se faz contra o passado das sociedades anteriores, dado que estas não nos podem dar lições. Modernizar passou a ser ocidentalizar e continuou como tal pelos séculos seguintes. Com o industrialismo, o cientificismo, o modelo de Estado-Nação, os princípios da soberania popular e o caldo racionalista e positivista do progresso.

Modernidade.

Os chamados temps modernes que se sucederam à introdução do racionalismo cartesiano no pensamento ocidental.

Um dos últimos representantes dessa modernidade são os politólogos ditos desenvolvimentistas, para os quais a modernidade é o conjunto das características próprias da sociedade industrial ocidental europeia, perspectivadas como exigências da modernização de todas as outras sociedades. As sociedades não modernas são as sociedades tradicionais, rurais, atrasadas ou subdesenvolvidas, porque a sociedade moderna é urbana, desenvolvida e industrial, onde a passagem para esta segue um caminho histórico padronizável, de acordo com a teoria ferroviária da história, expressa por Bertrand de Jouvenel, a modernização. Esse padrão deu origem à sociedade da abundância e àquilo que em anglo-saxónico se qualificou como o establishment, caricaturizado pelo domínio do modelo WASP (1), triunfante no pós-segunda guerra mundial, tempo áureo das ideias de cristianismo, ciência e democracia, dominadas pela ética protestante nos valores do trabalho e do auto-aperfeiçoamento, bem como pela fé nas ideias iluministas de razão, positivistas de ciência e comportamentalistas de tecnologia. Foi contra esse situacionismo que se revoltou a contra-cultura norte-americana e se desenharam os sinais da pós-modernidade.

Retirado de Respublica, JAM

(1) "WASP é a sigla que em inglês significa "Branco, Anglo-Saxão e Protestante" (White, Anglo-Saxon and Protestant). Alguns ainda traduzem como "Branco, Americano, Sulista e Protestante" (White, American, Southern and Protestant).

Surgiu no início do século XX tendo como base o combate à raça, nacionalidade (ou regionalidade) e religião alheia. Inicialmente combatiam os negros e qualquer aspecto relacionado à eles (principalmente a música, jazz e blues, que começava proliferar em discos e rádios), mas logo voltaram seus ideais contra outros grupos: os italianos, pois bebiam demais o que levou o governo a criar a Lei Seca na década de 20; os irlandeses, por tolerarem os italianos e também pela questão do alcoolismo; e os judeus, por começarem a dominar a estrutura bancária do país através dos empréstimos de dinheiro.

A cultura WASP é focada nos chamados valores tradicionais e fortemente baseada numa reliosidade inflexível e visões ditas "tradicionais" da sociedade em todas as suas vertentes desde a família e sexualidade aos papeis homem/mulher em geral."

Texto 2 retirado da Wikipédia

Modern (The) World-System (1974)

De Immanuel Wallerstein. Considera que, a partir do Renascimento, a diferenciação dos sistemas políticos europeus, com a clivagem Leste/Oeste, resulta do desenvolvimento económico desigual. Os países periféricos da Europa, com as transformações tecnológicas ocorridas a partir dos séculos XV e XVII, beneficiaram dos efeitos de uma economia mundial, marítima e comercial, marcada pelo free trade e pela divisão de trabalho a nível mundial. Por seu lado os países do Centro e do Leste da Europa, fechando-se sobre si mesmos, sofreram de uma recessão económica que os obrigaram a uma especialização agrícola. Assim, nos países periféricos da Europa apareceu o Estado como elemento fundamental no processo de diferenciação política interna. Este processo teria sido facilitado pela circunstância do afluxo de recursos económicos e monetários ter permitido o rápido desenvolvimento dos aparelhos burocráticos centrais.

Retirado de Respublica, JAM


Moderantismo

Há uma terceira via moderada e pós revolucionária que tem no cartismo centrista de François‑René Chateaubriand (1768‑1848) um dos seus principais epígonos.

Outro dos clássicos do liberalismo moderado é Benjamin Constant(1767‑1830), cujas ideias se constroem na prática perante os desvios da pós‑revolução em França, muito principalmente face ao bonapartismo.

Entre nós, o modelo propaga-se com o segundo romantismo liberal romântico, esse herdeiro conservador de um romantismo que fora revolucionário e que Oliveira Martins, pensando em Garrett e Herculano, considera "individualista sem enjeitar a tradição, e até popular sem deixar de ser brandamente aristocrata". Era o liberalismo da autocrítica, centrista e racionalizado, que, no entanto, ainda continua a ser o liberalismo inconformista saudoso da república romana ou dos foros medievais, repudiando o centralismo jacobino. Era descendente do liberalismo moderado de Palmela e de Silvestre Pinheiro Ferreira, um "primeiro romantismo, católico, tradicionalista, monárquico, aristocrático".

Retirado de Respublica, JAM

Moderador, poder

Modelo instituído por D. Pedro tanto na Constituição brasileira de 1824 como na Carta Constitucional portuguesa de 1826. No Brasil, foi defendido por Pimenta Bueno e pelo Visconde do Uruguai e contestado por Zacarias Góis em Da Natureza e dos Limites do Poder Moderador.

Retirado de Respublica, JAM

Moderação

Do latim moderatio, do verbo moderari, moderar ou temperar. Equivalente à virtude grega sophrosine, o autocontrolo. Segundo Platão, quem tem esta virtude subordina o desejo de prazer aos ditames da razão. Ideia próxima de mesos, o meio-termo entre vícios extremos que, em Roma, deu origem à aurea mediocritas, ao in medio virtus est.

No plano político, conduz à defesa do regime misto, do centrismo e da própria mesocracia, defensora do governo da classe média. Diz-se hoje da atitude política que procura um equilíbrio capaz de evitar os extremismos na realização de uma ideia ou na aplicação de uma norma, opondo-se ao extremismo, ao maximalismo e ao radicalismo. Politicamente, a base da moderação está no conceito aristotélico de mesotes, ponto médio. O moderado aparece assim como o contrário do radical, como aquele que não é extremista, equivalendo ao conceito de centrismo, isto é, o que está entre a direita e a esquerda e não quer produzir uma mudança fundamental na sociedade. Nos primeiros tempos do nosso liberalismo, nomeadamente em 1826, os moderados são aqueles que se opõem aos avançados, acusados por estes de serem conservadores, enquanto qualificam os segundo de radicais. Foi assim com o primitivo cartismo de 1826, quando se gerou a dialéctica entre o moderado Palmela e o avançado Saldanha. Voltou a ser assim no processo revolucionário de 1975, quando assumem a qualificação de moderados os membros do Conselho da Revolução que se opõem aos gonçalvistas e se distanciam dos extremistas liderados por Otelo Saraiva de Carvalho.

Em Espanha, entre 1834 e 1836, surgiu em Espanha um grupo político moderado, dirigido por Narváez, oposto às medidas consideradas extremistas de Riego. O grupo moderado sobre ao poder entre 1844 e 1854. Deste grupo é que emerge a facção direitista de Cánovas del Castillo.

Moderação como doutrina do mal menor OSORIO, 125, 878

A moderação do poder político, para Karl Popper, é considerada como o problema fundamental da teoria do Estado. Consiste na luta contra a arbitrariedade e o abuso do poder, pela existência de instituições pelas quais o poder é distribuído e controlado.

–POPPER, 119, 824

Moderado

Retirado de Respublica, JAM

Módena

O ducado de Módena foi constituído em 1452; anexado ao Piemonte em 1850, por referendo.

Retirado de Respublica, JAM


"A província de Módena é uma província italiana da região de Emília-Romanha com cerca de 628 180 habitantes, densidade de 233 hab/km². Está dividida em 47 comunas, sendo a capital Módena.

O Ducado de Módena e Reggio foi um Estado italiano que existiu, com um intervalo entre 1798 e 1814, de 1452 a 1859. O ducado teve origem com a família dos Este, originária de Ferrara (onde tinha a capital até 1597). Módena, em 1288, devido a lutas internas entre as famílias nobres locais, havia renunciado à autonomia comunal em favor de Obizzo II d’Este, marquês de Ferrara, um ano depois que Reggio havia se submetido a Obizzo II, que se torna assim senhor das duas províncias, como vassalo do Imperador, enquanto Ferrara estava sob autoridade do Papa."

Texto 2 e imagens retirados da Wikipédia

Modelo

Para Bertrand Badie e Jacques Gerstlé é uma representação esquematizada de um objecto ou de um processo que consiste num sistema de relações entre propriedades seleccionadas, abstractas e simplificadas. Segundo Raymond Boudon, um modelo ou paradigma corresponde àquilo que nas ciências sociais equivale às teorias das ciências físicas. Podem ser conceituais (definição de vocábulos), formais (regras de sintaxe) ou teóricos.
ver Paradigma.


Modelo (Jean-William Lapierre):

"um objecto formal sobre o qual podemos raciocinar e que ajuda o investigador a compreender os objectos concretos, real - a estabelecer factos e a explicá-los, descobrindo as suas relações". Assim, enquanto que um modelo teórico é "um conjunto coerente de conceitos claramente definidos e que tëm entre si relações determináveis", já uma teoria científica é "um conjunto coerente de proposições demonstradas (nas ciëncias formais) ou verificadas (nas ciências experimentais). "

Modelo formal
Segundo Norbert Wiener é a construção simbólica e lógica de uma situação relativamente simples, elaborada mentalmente e dotada das mesmas propriedades que o sistema factual de origem.

Modelo teórico
Segundo Jean-William Lapierre, é um objecto formal que ajuda a investigar e a compreender objectos concretos. Assume-se como um conjunto coerente de conceitos claramente definidos e que têm entre eles relações determináveis. Difere da teoria científica, entendida como um conjunto coerente de proposições que são verificadas (nas ciências experimentais) ou demonstradas (nas ciências formais).

Retirado de Respublica, JAM

Moda

Uma das ordens normativas da realidade que provoca o império do efémero, conforme a expressão de Lipovetsky. Traduz-se na emissão de sinais distintivos de um determinado grupo dominante, mas estes logo são imitados pelos restantes numa correria. Uma das formas de moda está no intelectualismo do politically correct e nos modelos do radical chic. Segundo Radbruch, outra coisa não é senão um esforço das camadas superiores da sociedade para se diferenciarem, por meio de certos caracteres e sinais exteriores, das camadas julgadas inferiores. A moda alimenta-se, por assim dizer, precisamente, dessa permanente e porfiada concorrência entre as duas camadas, que leva a superior a modificar constantemente os sinais da sua maior dignidade, desde que a inferior se apropria deles. Neste sentido, como referia Jean Anouhil, só é moda aquilo que passa de moda.


Retirado de Respublica, JAM

Mobilização

Em sentido genérico, é um processo que se caracteriza pela criação de novos compromissos e de novas identificações, muitas vezes pela reactivação de lealdades e de identificações esquecidas.

Mobilização e conflito
Processo que tende a formar grupos de conflito, destinados a impôr às autoridades a satisfação de um certo número de reivindicações.

Mobilização Militar
Recrutamento maciço tendo em vista a preparação para uma guerra.

Mobilização política
Para Karl Deutsch a mobilização política insere-se no âmbito da teoria da modernização. É o processo que tende a inserir um determinado indivíduo numa rede de comunicação única, abarcando o conjunto da sociedade, destinando-se a ligar e a fundir o indivíduo num âmbito público, social e político. Para Etzioni, por seu lado, é o processo pelo qual uma unidade faz crescer de forma significativa o seu controlo sobre os recuursos sociais de que ela não dispunha antes.

Retirado de Respublica, JAM