domingo, 18 de novembro de 2007

Nogueira, Joaquim Fernando

Nasce em 1950. Licenciado em direito por Coimbra em 1974 e assistente da Faculdade de Direito de Coimbra desde então. Militante do PSD onde ascenderá a presidente da comissão política em Fevereiro de 1995, sucedendo a Cavaco Silva. Candidato a Primeiro Ministro e derrotado por António Guterres, abandona a política activa. Exerceu diversas funções governamentais: Secretário de Estado do Desenvolvimento Reigional em 1983, no governo do Bloco Central, Ministro Adjunto do Primeiro Ministro em 1985; Ministro da Presidência e da Justiça em 1987; Ministro da Presidência e da Defesa Nacional em 1990.

Retirado de Respublica, JAM

Nomeação

Forma de designação do funcionário burocrático, diversa da eleição. Uma das formas específicas da burocracia moderna, segundo Weber.

Retirado de Respublica, JAM

Nogueira, Alberto Marciano Gorjão Franco (n. 1918)

Celebrizado como ministro dos negócios estrangeiros de 4 de Maio de 1961 a 6 de Outubro de 1969, com Salazar e Marcello Caetano. Licenciado em direito. Na carreira diplomática desde 1941. Passa pelo Japão de 1945 a 1950. Cônsul em Londres em 1954. Integra as delegações portuguesas à ONU de 1956 a 1960. Deputado de 1969 a 1973. Antigo crítico literário de jornais da esquerda republicana dos anos quarenta. Diplomata de carreira. Depois de abandonar o governo, torna-se administrador por parte do Estado da Companhia de Caminho de Ferro de Benguela e liga-se à administração do grupo Espírito Santo. Edita em 1971, pela Ática, As Crises e os Homens, onde elabora a tese da traição das elites ao longo da história portuguesa. Biógrafo de Salazar. Depois de 1974, destaca-se também como memorialista e professor de história em universidades privadas. Outras obras importantes são Diálogos Interditos, de 1979, e Um Político Confessa-se. Diário 1960-1968.

Retirado de Respublica, JAM

Noesis

De nous, espírito. Uma das formas da actividade mental que utiliza a intuição em vez da chamada razão discursiva, como o faz a dianóia. Modleo retomado pela fenomenologia de Husserl que fala na necessidade da intuição da essência.

Retirado de Respublica, JAM

Nóbrega, Padre Manuel da (1517-1570)

Formado em Cânones por Coimbra em 1541, depois de tamém ter estudado em salamanca. Jesuíta de 1544. Chega ao Brasil em 1549, sendo o fundador da cidade de São Paulo, então dita de Piratininga (1554). Missionário, autor do célebre Diálogo sobre a Conversão dos Gentios, 1556-1557, a primeira obra literária escrita no Brasil (ver ed. do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, São Paulo, 1954).

Retirado de Respublica, JAM

Nobre, Augusto Pereira (1865-1946)

Naturalista pela faculdade de filosofia de Coimbra. Especialista em zoologia. Irmão de António Nobre, publica o em 1902, com o nome de Despedidas, com um prefácio de Sampaio Bruno. Democrático. Assumirá a linha ortodoxa de apoio a António Maria da Silva e dos bonzos. Ministro da instrução pública de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva; de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921, no governo de Liberato Pinto; de 6 de Fevereiro a 30 de Novembro de 1922, no governo de António Maria da Silva. Reitor da universidade do Porto entre 1919 e 1925.

Retirado de Respublica, JAM

Nitti, Francesco (1868-1953)

Italiano de origens judaicas, marcado pelo radicalismo liberal. Chefe do governo em 1919-1920. Obrigado ao exílio a partir de 1924.
Retirado de Respublica, JAM

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Nixon, Richard Milhous (1913-1994)

37º presidente dos Estados Unidos, depois de ter sido vice-presidente de Eisenhower. Derrotado numa primeira candidatura por John Kennedy em Novembro de 1960. Eleito em 1968. Renuncia depois do escândalo Watergate. Quaker. Ver The Memoirs of Richard Nixon, Nova Iorque, Grosset & Dunlop, 1978.

Retirado de Respublica, JAM

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Nisbet, Robert A. (n.1913 )

O estado surgiu com o imperium de César Augusto,78,519 Robert Nisbet dá ao Estado origens mais remotas. Teria surgido com o aparecimento do imperium de César Augusto, face à dissolução da família romana, quando aparece, então, como uma comunidade nova marcada pela pretensão universalista e estabelecendo uma relação directa entre o centro imperial o o individuo.

Retirado de Respublica, JAM

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Nietzsche, Friedrich Wilhelm (1844-1900)

Estuda em Bona teologia e filologia clássica em 1864, sendo aluno de Ritschl. No ano seguinte passa para Leipzig. Professor de filologia em Basileia a partir de em 1869. Influenciado pelo pessimismo e irracionalismo de Schopenhaer. Contacta Wagner. Doente desde 1876, deixa de ser professor em 1879. Passa a viver na Itália e na Suíça. Sofre de doença mental incurável desde 1889. Considera necessário que se supere a metafísica, considerada uma produção do homem decadente. Defende que o super-homem não é um democrata igualitarista nem um anarquista, mas um novo nobre. Não é uma nova espécie de homem nascida de uma mutação biológica, mas o homem de hoje nascido da educação e da selecção. Se considera que o Estado democrático é o ídolo dos fracos, não deixa de qualificar o anarquista como um nihilista, um homem ressentido e um decadente. O poder deve pertencer a uma raça pura e nobre, a uma nova e rara aristocracia, anti-cristã e anti-dionisíaca, que, sobre as ruínas dos falsos valores edificará um novo mundo político.

Goyard-Fabre, Simone, Nietzsche et la Question Politique, Paris, Éditions Sirey, 1977. ¾Philosophie Politique. XVème-XXème Siècle (Modernité et Humanisme), Paris, Presses Universitaires de France, 1987, pp 444 segs...

Strong, Tracy B., F. Nietzsche and the Politics of Transfiguration, University of California Press, 1975.

Valadier, Paul, Nietzsche et la Critique du Christianisme, Paris, Éditions du Cerf, 1974. 4Bénoîst, Alain, Vu de Droite, trad. port. Nova Direita/Nova Cultura, Lisboa, Edições Afrodite-Fernando Ribeiro de Melo, pp. 61-68.

Blondel, Jacqueline, «Nietzsche», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 603-617. 4Châtelet, François, Pisier-Kouchner, Evelyne, Les Conceptions Politiques du XXème Siècle. Histoire de la Pensée Politique, Paris, 1981, pp. 24-44.

Ebenstein, William, Ebenstein, Alan O., Great Political Thinkers, pp. 784 segs.. 4Freitas, Manuel Costa, «Nietzsche», in Logos, 3, cols. 1158-1167.

Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, p. 173.4Theimer, Walter, História das Ideias Políticas, trad. port., pp. 448 segs...

Retirado de Respublica, JAM

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Niebuhr, Karl Paul Reinhold (1892-1971)

Um dos fundadores do neo-realismo político em teoria das relações internacionais. Pastor protestante norte-americano e professor em Nova Iorque e Yale. Distingue entre moral individual e moral dos Estados, salientando que esta é marcada pelo egoísmo, pelo interesse nacional e pela força. Considera que as guerras levadas a cabo em nome desta moral são menos desastrosas que as guerras ideológicas.

· The Christian Century, 1931.

· Moral Man and Immoral Society, Nova Iorque, 1932.

· Christianity and Power Politics, Nova Iorque, 1940.

· Nature and Destiny of Man, 1943.

· The Nature and Destiny of Man. A Christian Interpretation, 2 vols., Nova Iorque, 1949.

· Christian Realism and Political Problems,Nova Iorque, 1953.

· Man's Nature and his Communities, Nova Iorque, Charles Scribner's Sons, 1965.

· Faith and Politics, 1968.


Retirado de Respublica, JAM

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Newton, Isaac (1642-1727)

Autor de Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de 1687. Professor em cambridge desde 1669, membro da Royal Society a partir de 1672.
Um dos fundadores da mecânica e da ciência moderna, juntamente com Galileu e Kepler, estabelecendo a lei da igualdade entre a reacção e a acção na colisão mecânica.
A partir de então, segundo Althusser, dá-se a passagem da "física especulativa" de Descartes a uma espécie de "física experimental".
Para Agostinho da Silva, ele "lançou pelo menos uma hipótese e de todo o tamanho: a da existência de um Deus que teria montado a mecânica e que, de vez em quando, no sarcasmo de Leibniz, ainda viria acertar o seu relógio".
Para Alain de Besançon, a descoberta destas leis da inércia e da gravitação constitui "uma proeza cósmica, talvez a maior de toda a história da ciência", gerando-se uma "revolução mecanicista" dado tratar‑se da "primeira lei cientificamente provada", instalando-se o positivismo moderno". O próprio Newton declara o seguinte: "tudo o que näo é deduzido dos fenómenos é uma hipótese: e as hipóteses, sejam físicas, sejam mecânicas, sejam das qualidades ocultas não devem ser recebidas na física experimental, e basta que a gravidade exista e que aja segundo as leis que expusemos".
Também Popper salienta que essa descoberta constituiu "um progresso sem precedentes", por ter criado "um saber verdadeiro, certo e suficientemente fundamentado", pelo que se tratou do "maior acontecimento intelectual de toda a história espiritual da humanidade".

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipedia

New Science of Politics (Voegelin), 1952

Expressão de Eric Voegelin, de 1952, pela qual se propõe uma nova ciência da política, em pleno auge do behaviorismo que teria transformado a ciência política num instrumento do poder e numa apologia dos seus princípios.

Faz-se um ataque cerrado ao peso da herança positivista que teria feito deslocar o esforço científico da teoria para o método, quando importava voltar à consciência dos princípios, a uma ciência cristã e clássica do homem que teria sido prevertida por quatro super-homens, o progressista de Condorcet, o positivista de Comte, o materialista de Marx e o dionisíaco de Nietzsche.

O cientista político, quando aborda as realidades políticas, encontra um campo já ocupado sobretudo pelas auto-interpretações da sociedade, pelos símbolos sociais pré-existentes, pelos mitos e pelos ritos.

Todo o poder visa o ideal de um governo obtido pelo consenso dos cidadãos, o que pressupõe a articulação dos cidadãos individualmente considerados até ao ponto em que eles se possam tornar cidadãos activos na representação da verdade através do peitho, a persuasão.

A sociedade é iluminada por um complexo simbolismo, com vários graus de compactação e diferenciação ‑ desde o rito, passando pelo mito, até à teoria ‑ e esse simbolismo a ilumina com um significado na medida em que os símbolos tornam transparentes ao mistério da existência humana a estrutura interna desse pequeno mundo, as relações entre os seus membros e grupos de membros, assim como a sua existência como um todo. A auto‑iluminação da sociedade através dos símbolos é parte integrante da realidade social, e pode mesmo dizer‑se que é uma parte essencial dela, porque através dessa simbolização os membros da sociedade a vivenciam como algo mais que um acidente ou uma convivência; vivenciam‑na como pertencendo a sua essência humana.

O teórico, deve ao menos ser capaz de reproduzir imaginativamente as experiências que a sua teoria busca explicar. Em segundo lugar, a teoria como explicação só é inteligível para aqueles em que a explicação desperte experiências paralelas como base empírica para testar a base da teoria. Porque uma teoria não é apenas a emissão de uma opinião a respeito da existência humana em sociedade; é uma tentativa de formular o sentido da existência, definindo o conteúdo de uma género definido de experiências.

Gnosticismo

Voegelin considera que o gnosticismo contemporâneo é marcado por quatro ideias de super-homem: o progressista (Condorcet), o positivista (Comte); o materialista (Marx) e o dionisíaco (Nietzsche), propondo o regresso à ciência clássica e cristã do homem, a que chama new science of politics, entendida como uma ciência da existência humana na sociedade e na história e dos princípios de ordem geral, concepção já defendida por Aristóteles, Santo Agostinho e Hegel (Chicago, The Chicago University Pres, 1952) (cfr. a péssima trad. portuguesa de José Viegas Filho, A Nova Ciência da Política, 2ª ed., Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1982).

Abrange as seguintes matérias:

- análise do declínio e da restauração da filosofia política;
- acção do positivismo;
- as teses de Weber sobre a ciência livre de valores;
- obstáculos e êxitos na restauração da ciência política neoclássica.

- na segunda parte: estudo monográfico do conceito de representação política.

- na terceira parte: estudo da natureza da modernidade, da revolução gnóstica e do fim da modernidade.

Retirado de Respublica, JAM

New Deal

Roosevelt toma posse como presidente em 4 de Março de 1933. Imediatamente se estabelece uma nova forma de dirigismo económico, como o Emergency Banking Act, de 10 de Março, o Federal Securities Act, de 27 de Maio, o Banking Act, de 16 de Junho, o National Industrial Recovery, de 16 de Junho, um novo conjunto de leis da concorrência. Seguem-se novos diplomas sobre o programa de obras públicas, o Emergency Public Works Administration, e o de combate às causas e consequências da sobreprodução, Agricultural Adjustment Act, de 12 de Maio.

Retirado de Respublica, JAM

Neves, Monsenhor Francisco Moreira das (1906-1992)

Subdirector do jornal Novidades até 1974 (colaborador do jornal desde 1934) e um dos directores da editora União Gráfica. Um dos principais colaboradores do Cardeal Cerejeira, de quem foi biógrafo. Literato, ficou célebre por um estudo das ideias de Guerra Junqueiro. Autor de Inquietação e Presença, Leiria, 1942, onde descreve a vida de Miguel Sá e Melo, um jovem modernista católico aderente ao fascismo, bem como de Guerra Junqueiro. O Homem e a Morte, Porto, 1942.

Retirados de Respublica, JAM

Foto (ver também desenvolvimento) retirada de Respublica



"(...) Depois de frequentar o Seminário do Porto, recebeu a ordenação presbiteral, em 1929, de D. António Augusto de Castro Meireles. Nos primeiros dois anos paroquiou em Milhundos (terra de D. António Ferreira Gomes) e dedicou-se, em simultâneo, ao apostolado infantil com a fundação do Patronato de Santa Rita de Cássia.
Em 1934 veio para Lisboa para Chefe de Redacção do Jornal «Novidades». Entremeada com o jornalismo, a sua acção sacerdotal dispersa-se pela pregação, conferências e estudos eclesiásticos. Para além das reportagens e dos volumes de prosa e verso são bem conhecidos alguns programas radiofónicos e televisionados.
Em 1946 foi nomeado presidente nacional da Obra de Protecção aos Leprosos e elaborou imensos trabalhos na secção «Letras e Artes» do jornal «Novidades». Faleceu a 31 de Março de 1992 mas deixou saudades e obra. Eis alguns Livros saídos da pena do Pe. Moreira das Neves: «Sonho Azul» (Sonetos - 1931); «Hóstia florida (1936)»; «António Correia de Oliveira – biobibliografia ilustrada (1932)»; «As sete palavras de Nossa Senhora – Poemas Marianos»; «Leal Conselheiro Infantil»; «Inquietação e Presença»; «Mendigo de Deus»; «O Grupo dos Cinco» e «O cardeal Cerejeira (1945-1948)» (...)".



Retirado de Agência Ecclesia

Neves, José Acúrsio das (1766-1834)

Formado em leis, foi juiz em Angra até 1807. Membro da Junta do Comércio desde 1810, será saneado pelo vintismo. Procurador às cortes de 1828, será destacada figura do miguelismo. Morto em 6 de Maio de 1834.

Contra-Revolução consensualista,131,907 Se uma certa costela vintista procura retomar o consensualismo pré‑absolutista, o facto é que entre os adversários do liberalismo também se encontram desenvolvimentos provindos da mesma raiz doutrinária. É o caso do miguelista José Acúrsio das Neves. Ele revolta‑se contra os vintistas porque "em lugar de seguirem o caminho trilhado pela experiência, tomaram pelos espaços aéreos da abstracção, para subverterem tudo com as suas vãs teorias, e tão vãs, que fazem lembrar os engenhosos pensamentos do autor da história de Gulliver sobre o governo da Lapúcia". Para ele "todos falam em pátria; porém, uns para a salvarem, como Catão; outros para lhe lançarem novos ferros, como César, quando passava o Rubicão, dizendo que ia vingá‑la, ou como Sylla, e os triúnviros quando em nome dela proscreviam os cidadãos mais respeitáveis da República".



Preocupa‑se, contudo, com o facto do poder tender para o despotismo: "os governantes tendem sempre a aumentar, concentrar o seu poder; e daqui vem que o Governo democrático propende para o aristocrático, o aristocrático para o oligárquico, este para o monárquico, e finalmente para o despótico". Refere em seguida o despotismo como "o governo que para se manter, for obrigado a substituir a força física à força moral, onde o amor dos povos...não for o laço de união entre os governantes e os governados". E isto porque "segundo os publicistas é aquela monstruosa espécie de Governo, onde um só, sem lei e sem regra, move tudo pela sua vontade... é todo aquele que não reconhece outro princípio senão a vontade de quem governa, ou seja um só, ou sejam muitos, porque o distintivo consiste na natureza do mesmo Governo, e não no número das pessoas que o exercitam". No despotismo "tudo se prostitui a quem governa; não há emulação" e "não se querem para os empregos senão homens servis e aduladores".



Considera que a política tem de ser limitada pela moral: "que é a política, quando não tem por fundamento a ciência dos costumes? Porque os legisladores, e principalmente os modernos têm separado uma da outra, é que os povos são agitados pelas comoções mais violentas". Acontece também, por via disso, que "a razão anda sempre em guerra com a opinião, e em seus combates ... é sempre condenada à morte". O problema está em que "o triunfo das ideias falsas, e por consequência o das falsas opiniões públicas, não tem mais duração que a do engano ou da vilência que as sustenta".



Retirado de (ver também bibliografia em) Respublica, JAM

Neuman, Sigmund (1904-1962)

Politólogo norte-americano. Em 1942 faz uma das primeiras análises da política de massas do nazismo, considerando que este em vez de nascer da atomização dos indivíduos, produziu esta ao destruir deliberadamente os grupos da República de Weimar.

· Permanent Revolution, Nova Iorque, 1942.

· Modern Political Parties. Approaches to Comparative Politics, Chicago, The University of Chicago Press, 1955 (ed.) [trad. cast. Partidos Políticos Modernos, Madrid, Editorial Tecnos, 1965].

Retirado de Respublica, JAM

Neto, João Baptista Pereira

Professor do ISCSP e Reitor da Universidade Internacional. Licenciado em 1960, doutorado em 1964, Professor Catedrático desde 1970.

· Angola: Meio Século de Integração, (dissertação de doutoramento), Lisboa, ISCSPU, 1964.

· Geopolítica Tropica, Lisboa, ISCSPU, 1965.

· «Evolução e Tendências Recentes das Hipóteses Geopolíticas», In Estudos Políticos e Sociais, vol. VI, n.º 1, pp. ...*, Lisboa, ISCSPU, 1968.

Retirado de Respublica, JAM

Neto, António Lino n. 1873

Advogado e professor de economia do Instituto Comercial e Industrial de Lisboa. Passa depois a professor de direito industrial no Instituto Superior Técnico. Vice-reitor da Universidade Técnica entre 1938 e 1942.
Fundador e dirigente do Centro Católico Português, eleito em 1919. Director do jornal católico A União, orgão do CCP, desde 19 de Janeiro de 1920, assumindo uma postura centrista, contra a ala monárquica dos católicos, expressa pelo jornal A Época, dirigida por Fernando Sousa (Nemo). Do seu grupo, apoiado pela Igreja oficial e pelo próprio Papa, faz parte António de Oliveira Salazar.
Em Maio de 1920 escreve que a Igreja é a mais bela democracia que tem visto o mundo e a primeira democracia de todos os tempos. Nemo contesta, baseando-se em Charles Maurras. Também Pequito Rebelo em A Monarquia havia criticado o presidente do Centro Católico Português, em Março desse ano. Em Dezembro de 1922 António Maria da Silva elogia António Lino Neto.
Em 21 de Outubro de 1923, declara que o centro não é um partido político, embora represente uma influência de natureza política. Não pretendemos instalar-nos no poder nem confundimos legislação com regime. Em 24 de Novembro seguinte, toma posição sobre o governo nacionalista de Ginestal Machado: é necessário que a atmosfera de confiança que por toda a parte se vem desenvolvendo contra os políticos se não se acentue mais nem torne possível entre nós movimentos como os que lá for a determinaram a ascensão ao poder de Mussolini em Itália e de Primo de Rivera em Espanha. Em Janeiro de 1924 considera que o governo de Álvaro de Castro é um ministério de pessoas categorizadas. Acrescenta que a minoria católica condena e reprova, por fundamentalmente prejudicial ao povo, qualquer facto revolucionário, venha ele dos governantes com o nome de “golpe de Estado”, venha dos governados com o nome de “jornada gloriosa”.
Condena todas as ditaduras sejam as de um regime, como a de Mouzinho da Silveira, as de um partido, como a de João Franco, ou as de um homem, como a de Sidónio Pais. Alerta contra os messias porque a solução da crise nacional está em cada um de nós, cumprindo simplesmente, mas inteiramente o nosso dever.
Em Abril de 1924 profere conferência no Funchal: O Estado Moderno, Sindicalismo e Congreganismo. Ainda reúne a direcção do Centro Católico em 17 de Dezembro de 1931, quando esta organização decide não enfrentar a União Nacional.


Retirado de Respublica, JAM

Neto, António Agostinho (1922-1979)

Médico por Lisboa, depois de frequentar a faculdade de medicina de Coimbra.
Filho de um pastor protestante angolano. Concluído o liceu em Luanda, começa como empregado administrativo dos serviços de saúde. Em 1947 parte para Portugal onde cursa medicina.
Um dos fundadores do MPLA e o primeiro presidente da República Popular de Angola, desde 11 de Novembro de 1975, até à data da morte. Começa como militante do MUD Juvenil em 1954, tomando parte, como representante da oposição portuguesa no I Encontro Mundial da Juventude Rural realizado em Viena nesse ano, organizado pela Federação Mundial da Juventude Democrática, de orientação pró-soviética.
Preso pela PIDE em 1955 por fazer parte do MUD Juvenil, juntamente com Pedro Ramos de Almeida e Ângelo Veloso. Regressa a África em 1959, assumindo a presidência do MPLA, de que foi um dos fundadores em 1956. É um dos principais organizadores da Casa dos Estudantes do Império. Preso em Angola em Julho de 1960, é remetido para o Tarrafal, donde passa para o Aljube. Daqui se evade no Verão de 1962, numa acção organizada pelo PCP...

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Webboom