domingo, 18 de novembro de 2007

Normandia (Normandie)

Região francesa na actualidade; desde 911 que aí se estabeleceram os normandos que em 1066 conquistaram a Inglaterra com Guilherme o Conquistador. Depois de 1204 voltou a unir-se ao reino de França. Foram os normandos franceses que governaram Nápoles e a Sicília.

Retirado de Respublica, JAM

"A Normandia é um antigo país da Europa do noroeste da França que ocupou, em primeiro lugar, o baixo vale do Sena em 911, seguidamente o Mans e Bayeux em 924, o Cotentin, o Avranchin e as ilhas da Mancha em 933. Ducado de 911 para 1204, a parte insular (anglo-normande) da Normandia, excepto Chausey, formou as comarcas de Jersey e Guernesey, enquanto a sua parte continental (francesa) se tornou uma província histórica francesa após 1204.

Muito estáveis, as fronteiras continentais desta antiga província têm-se mantido bastante fielmente, excepto alguns territórios incorporados nos actuais Eure-et-Loir, Mayenne, Oise e Sarthe aquando da criação das jurisdições distritais e algumas comunas encravadas trocadas com Mayenne após a criação dos departamentos à altura da Revolução, com o Calvados, Eure, a Mancha, Orne e o Sena-Inferior.

Na época contemporânea, a Normandia permanece um espaço geográfico-cultural do qual três autarquias compartilham o nome que ostentam: as duas regiões administrativas, sob soberania francesa, da Alta Normandia e da Baixa Normandia; o ducado de Normandia, composto pelas comarcas de Jersey e de Guernesey, sobre o qual os monarcas da Grã-Bretanha exercem a soberania sob o título «de duque de Normandia». (...)".

Texto 2 (traduzido por JRC e pelo Smartlink) e imagem retirados da wikipédia

Nomos (Der) der Erde, 1950

Obra de Carl Schmitt onde se retoma o conceito grego de nomos basileus, considerando que a ocupação da terra é o nomos fundamentador do direito, o acto originário do mesmo, tanto em sentido histórico como em sentido lógico, fundamentando o direito face ao exterior (apropriação da terra por uma potência, face a outras, também ocupantes ou possuidoras de terra) e face ao interior (repartição da terra dentro do grupo dominante). Por causa disto, o direito vive em fluência permanente, vive sempre em função de uma relação de poder.

Retirado de Respublica, JAM

Nomos

Uma das parcelas da taxis, a que surge das convenções ou costumes (nomos), por oposição a thesis. Vai além da lei propriamente dita, abarcando as práticas e os costumes de carácter moral e religioso. Só com as reformas de Clístenes em Atenas e que passa a ligar-se mais directamente à ordem legal. Os sofistas vão dizer que as nomoi são uma criação humana contigente e relativa. Com a democracia, passam a estar dependentes das deliberações populares, começando a confundir-se com os decretos (psephisma) emitidos pela ecclesia. Em 403 a.C. surgem em Atenas comissões de nomotetas com a missão de reverem as leis existentes a fim de se evitarem contradições.


Retirado de Respublica, JAM

Nominalismo

Corrente do pensamento que reduz as ideias e os conceitos aos signos e sinais que os mesmos exprimem. Doutrina assumida por Ockham, Hobbes e, mais recentemente, por Henri Poincaré, o pai do chamado nominalismo científico. Segundo as teses de William of Ockham, os conceitos, os universais, não são substâncias, não são coisas reais (realia), mas meros signos ou símbolos que não existem fora do sujeito que procura conhecê-los. São predicados para os juízos. São nomes que servem para indicar uma pluralidade de coisas singulares, sendo comuns a uma dada classe de objectos, ao contrário do que defendia São Tomás de Aquino e a escolástica, para quem os universais possuem em Deus uma existência real, constituindo verdades eternas, verdades que o são em todos os tempos e todos os lugares. Pelo contrário, Ockham considera os mesmos universais como termos de segunda intenção, diversos dos termos de primeira intenção que resultam do conhecimento das coisas singulares, obtido pela intuição e pela experiência. Os primeiros são mais gerais e mais confusos; os segundos, marcados pela precisão. Não se aceita assim a distinção tomista entre essência e existência ou entre potência e acto, chegando mesmo a proclamar que a existência de Deus é uma questão de fé e não uma questão da razão.

Retirado de Respublica, JAM

Nomenclatura

Do latim nomenclatura, isto é, o conjunto de vocábulos de um dicionário. Por evolução semântica, passa a significar colecção dos termos técnicos de uma ciência. Em pleno devorismo português, no panfleto Hontem, hoje e amanhã visto pelo direito, da autoria de José Maria de Almeida e Araújo Correia Lacerda já surgia a designação de uma nova nomenclatura, para os homens do situacionismo, até porque tirar os bens aos nobres e ao clero reputava-se um acto de justiça, mas não era considerado escândalo o acumularem ofícios aqueles que apregoavam justiça e reforma, conforme as palavras de Lavradio (II, p.15).

Retirado de Respublica, JAM

Nogueira, Joaquim Fernando

Nasce em 1950. Licenciado em direito por Coimbra em 1974 e assistente da Faculdade de Direito de Coimbra desde então. Militante do PSD onde ascenderá a presidente da comissão política em Fevereiro de 1995, sucedendo a Cavaco Silva. Candidato a Primeiro Ministro e derrotado por António Guterres, abandona a política activa. Exerceu diversas funções governamentais: Secretário de Estado do Desenvolvimento Reigional em 1983, no governo do Bloco Central, Ministro Adjunto do Primeiro Ministro em 1985; Ministro da Presidência e da Justiça em 1987; Ministro da Presidência e da Defesa Nacional em 1990.

Retirado de Respublica, JAM

Nomeação

Forma de designação do funcionário burocrático, diversa da eleição. Uma das formas específicas da burocracia moderna, segundo Weber.

Retirado de Respublica, JAM

Nogueira, Alberto Marciano Gorjão Franco (n. 1918)

Celebrizado como ministro dos negócios estrangeiros de 4 de Maio de 1961 a 6 de Outubro de 1969, com Salazar e Marcello Caetano. Licenciado em direito. Na carreira diplomática desde 1941. Passa pelo Japão de 1945 a 1950. Cônsul em Londres em 1954. Integra as delegações portuguesas à ONU de 1956 a 1960. Deputado de 1969 a 1973. Antigo crítico literário de jornais da esquerda republicana dos anos quarenta. Diplomata de carreira. Depois de abandonar o governo, torna-se administrador por parte do Estado da Companhia de Caminho de Ferro de Benguela e liga-se à administração do grupo Espírito Santo. Edita em 1971, pela Ática, As Crises e os Homens, onde elabora a tese da traição das elites ao longo da história portuguesa. Biógrafo de Salazar. Depois de 1974, destaca-se também como memorialista e professor de história em universidades privadas. Outras obras importantes são Diálogos Interditos, de 1979, e Um Político Confessa-se. Diário 1960-1968.

Retirado de Respublica, JAM

Noesis

De nous, espírito. Uma das formas da actividade mental que utiliza a intuição em vez da chamada razão discursiva, como o faz a dianóia. Modleo retomado pela fenomenologia de Husserl que fala na necessidade da intuição da essência.

Retirado de Respublica, JAM

Nóbrega, Padre Manuel da (1517-1570)

Formado em Cânones por Coimbra em 1541, depois de tamém ter estudado em salamanca. Jesuíta de 1544. Chega ao Brasil em 1549, sendo o fundador da cidade de São Paulo, então dita de Piratininga (1554). Missionário, autor do célebre Diálogo sobre a Conversão dos Gentios, 1556-1557, a primeira obra literária escrita no Brasil (ver ed. do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, São Paulo, 1954).

Retirado de Respublica, JAM

Nobre, Augusto Pereira (1865-1946)

Naturalista pela faculdade de filosofia de Coimbra. Especialista em zoologia. Irmão de António Nobre, publica o em 1902, com o nome de Despedidas, com um prefácio de Sampaio Bruno. Democrático. Assumirá a linha ortodoxa de apoio a António Maria da Silva e dos bonzos. Ministro da instrução pública de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva; de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921, no governo de Liberato Pinto; de 6 de Fevereiro a 30 de Novembro de 1922, no governo de António Maria da Silva. Reitor da universidade do Porto entre 1919 e 1925.

Retirado de Respublica, JAM

Nitti, Francesco (1868-1953)

Italiano de origens judaicas, marcado pelo radicalismo liberal. Chefe do governo em 1919-1920. Obrigado ao exílio a partir de 1924.
Retirado de Respublica, JAM

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Nixon, Richard Milhous (1913-1994)

37º presidente dos Estados Unidos, depois de ter sido vice-presidente de Eisenhower. Derrotado numa primeira candidatura por John Kennedy em Novembro de 1960. Eleito em 1968. Renuncia depois do escândalo Watergate. Quaker. Ver The Memoirs of Richard Nixon, Nova Iorque, Grosset & Dunlop, 1978.

Retirado de Respublica, JAM

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Nisbet, Robert A. (n.1913 )

O estado surgiu com o imperium de César Augusto,78,519 Robert Nisbet dá ao Estado origens mais remotas. Teria surgido com o aparecimento do imperium de César Augusto, face à dissolução da família romana, quando aparece, então, como uma comunidade nova marcada pela pretensão universalista e estabelecendo uma relação directa entre o centro imperial o o individuo.

Retirado de Respublica, JAM

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Nietzsche, Friedrich Wilhelm (1844-1900)

Estuda em Bona teologia e filologia clássica em 1864, sendo aluno de Ritschl. No ano seguinte passa para Leipzig. Professor de filologia em Basileia a partir de em 1869. Influenciado pelo pessimismo e irracionalismo de Schopenhaer. Contacta Wagner. Doente desde 1876, deixa de ser professor em 1879. Passa a viver na Itália e na Suíça. Sofre de doença mental incurável desde 1889. Considera necessário que se supere a metafísica, considerada uma produção do homem decadente. Defende que o super-homem não é um democrata igualitarista nem um anarquista, mas um novo nobre. Não é uma nova espécie de homem nascida de uma mutação biológica, mas o homem de hoje nascido da educação e da selecção. Se considera que o Estado democrático é o ídolo dos fracos, não deixa de qualificar o anarquista como um nihilista, um homem ressentido e um decadente. O poder deve pertencer a uma raça pura e nobre, a uma nova e rara aristocracia, anti-cristã e anti-dionisíaca, que, sobre as ruínas dos falsos valores edificará um novo mundo político.

Goyard-Fabre, Simone, Nietzsche et la Question Politique, Paris, Éditions Sirey, 1977. ¾Philosophie Politique. XVème-XXème Siècle (Modernité et Humanisme), Paris, Presses Universitaires de France, 1987, pp 444 segs...

Strong, Tracy B., F. Nietzsche and the Politics of Transfiguration, University of California Press, 1975.

Valadier, Paul, Nietzsche et la Critique du Christianisme, Paris, Éditions du Cerf, 1974. 4Bénoîst, Alain, Vu de Droite, trad. port. Nova Direita/Nova Cultura, Lisboa, Edições Afrodite-Fernando Ribeiro de Melo, pp. 61-68.

Blondel, Jacqueline, «Nietzsche», in Dictionnaire des Oeuvres Politiques, pp. 603-617. 4Châtelet, François, Pisier-Kouchner, Evelyne, Les Conceptions Politiques du XXème Siècle. Histoire de la Pensée Politique, Paris, 1981, pp. 24-44.

Ebenstein, William, Ebenstein, Alan O., Great Political Thinkers, pp. 784 segs.. 4Freitas, Manuel Costa, «Nietzsche», in Logos, 3, cols. 1158-1167.

Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, p. 173.4Theimer, Walter, História das Ideias Políticas, trad. port., pp. 448 segs...

Retirado de Respublica, JAM

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Niebuhr, Karl Paul Reinhold (1892-1971)

Um dos fundadores do neo-realismo político em teoria das relações internacionais. Pastor protestante norte-americano e professor em Nova Iorque e Yale. Distingue entre moral individual e moral dos Estados, salientando que esta é marcada pelo egoísmo, pelo interesse nacional e pela força. Considera que as guerras levadas a cabo em nome desta moral são menos desastrosas que as guerras ideológicas.

· The Christian Century, 1931.

· Moral Man and Immoral Society, Nova Iorque, 1932.

· Christianity and Power Politics, Nova Iorque, 1940.

· Nature and Destiny of Man, 1943.

· The Nature and Destiny of Man. A Christian Interpretation, 2 vols., Nova Iorque, 1949.

· Christian Realism and Political Problems,Nova Iorque, 1953.

· Man's Nature and his Communities, Nova Iorque, Charles Scribner's Sons, 1965.

· Faith and Politics, 1968.


Retirado de Respublica, JAM

Foto picada do Google

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Newton, Isaac (1642-1727)

Autor de Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de 1687. Professor em cambridge desde 1669, membro da Royal Society a partir de 1672.
Um dos fundadores da mecânica e da ciência moderna, juntamente com Galileu e Kepler, estabelecendo a lei da igualdade entre a reacção e a acção na colisão mecânica.
A partir de então, segundo Althusser, dá-se a passagem da "física especulativa" de Descartes a uma espécie de "física experimental".
Para Agostinho da Silva, ele "lançou pelo menos uma hipótese e de todo o tamanho: a da existência de um Deus que teria montado a mecânica e que, de vez em quando, no sarcasmo de Leibniz, ainda viria acertar o seu relógio".
Para Alain de Besançon, a descoberta destas leis da inércia e da gravitação constitui "uma proeza cósmica, talvez a maior de toda a história da ciência", gerando-se uma "revolução mecanicista" dado tratar‑se da "primeira lei cientificamente provada", instalando-se o positivismo moderno". O próprio Newton declara o seguinte: "tudo o que näo é deduzido dos fenómenos é uma hipótese: e as hipóteses, sejam físicas, sejam mecânicas, sejam das qualidades ocultas não devem ser recebidas na física experimental, e basta que a gravidade exista e que aja segundo as leis que expusemos".
Também Popper salienta que essa descoberta constituiu "um progresso sem precedentes", por ter criado "um saber verdadeiro, certo e suficientemente fundamentado", pelo que se tratou do "maior acontecimento intelectual de toda a história espiritual da humanidade".

Retirado de Respublica, JAM

Foto picada da Wikipedia

New Science of Politics (Voegelin), 1952

Expressão de Eric Voegelin, de 1952, pela qual se propõe uma nova ciência da política, em pleno auge do behaviorismo que teria transformado a ciência política num instrumento do poder e numa apologia dos seus princípios.

Faz-se um ataque cerrado ao peso da herança positivista que teria feito deslocar o esforço científico da teoria para o método, quando importava voltar à consciência dos princípios, a uma ciência cristã e clássica do homem que teria sido prevertida por quatro super-homens, o progressista de Condorcet, o positivista de Comte, o materialista de Marx e o dionisíaco de Nietzsche.

O cientista político, quando aborda as realidades políticas, encontra um campo já ocupado sobretudo pelas auto-interpretações da sociedade, pelos símbolos sociais pré-existentes, pelos mitos e pelos ritos.

Todo o poder visa o ideal de um governo obtido pelo consenso dos cidadãos, o que pressupõe a articulação dos cidadãos individualmente considerados até ao ponto em que eles se possam tornar cidadãos activos na representação da verdade através do peitho, a persuasão.

A sociedade é iluminada por um complexo simbolismo, com vários graus de compactação e diferenciação ‑ desde o rito, passando pelo mito, até à teoria ‑ e esse simbolismo a ilumina com um significado na medida em que os símbolos tornam transparentes ao mistério da existência humana a estrutura interna desse pequeno mundo, as relações entre os seus membros e grupos de membros, assim como a sua existência como um todo. A auto‑iluminação da sociedade através dos símbolos é parte integrante da realidade social, e pode mesmo dizer‑se que é uma parte essencial dela, porque através dessa simbolização os membros da sociedade a vivenciam como algo mais que um acidente ou uma convivência; vivenciam‑na como pertencendo a sua essência humana.

O teórico, deve ao menos ser capaz de reproduzir imaginativamente as experiências que a sua teoria busca explicar. Em segundo lugar, a teoria como explicação só é inteligível para aqueles em que a explicação desperte experiências paralelas como base empírica para testar a base da teoria. Porque uma teoria não é apenas a emissão de uma opinião a respeito da existência humana em sociedade; é uma tentativa de formular o sentido da existência, definindo o conteúdo de uma género definido de experiências.

Gnosticismo

Voegelin considera que o gnosticismo contemporâneo é marcado por quatro ideias de super-homem: o progressista (Condorcet), o positivista (Comte); o materialista (Marx) e o dionisíaco (Nietzsche), propondo o regresso à ciência clássica e cristã do homem, a que chama new science of politics, entendida como uma ciência da existência humana na sociedade e na história e dos princípios de ordem geral, concepção já defendida por Aristóteles, Santo Agostinho e Hegel (Chicago, The Chicago University Pres, 1952) (cfr. a péssima trad. portuguesa de José Viegas Filho, A Nova Ciência da Política, 2ª ed., Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1982).

Abrange as seguintes matérias:

- análise do declínio e da restauração da filosofia política;
- acção do positivismo;
- as teses de Weber sobre a ciência livre de valores;
- obstáculos e êxitos na restauração da ciência política neoclássica.

- na segunda parte: estudo monográfico do conceito de representação política.

- na terceira parte: estudo da natureza da modernidade, da revolução gnóstica e do fim da modernidade.

Retirado de Respublica, JAM

New Deal

Roosevelt toma posse como presidente em 4 de Março de 1933. Imediatamente se estabelece uma nova forma de dirigismo económico, como o Emergency Banking Act, de 10 de Março, o Federal Securities Act, de 27 de Maio, o Banking Act, de 16 de Junho, o National Industrial Recovery, de 16 de Junho, um novo conjunto de leis da concorrência. Seguem-se novos diplomas sobre o programa de obras públicas, o Emergency Public Works Administration, e o de combate às causas e consequências da sobreprodução, Agricultural Adjustment Act, de 12 de Maio.

Retirado de Respublica, JAM

Neves, Monsenhor Francisco Moreira das (1906-1992)

Subdirector do jornal Novidades até 1974 (colaborador do jornal desde 1934) e um dos directores da editora União Gráfica. Um dos principais colaboradores do Cardeal Cerejeira, de quem foi biógrafo. Literato, ficou célebre por um estudo das ideias de Guerra Junqueiro. Autor de Inquietação e Presença, Leiria, 1942, onde descreve a vida de Miguel Sá e Melo, um jovem modernista católico aderente ao fascismo, bem como de Guerra Junqueiro. O Homem e a Morte, Porto, 1942.

Retirados de Respublica, JAM

Foto (ver também desenvolvimento) retirada de Respublica



"(...) Depois de frequentar o Seminário do Porto, recebeu a ordenação presbiteral, em 1929, de D. António Augusto de Castro Meireles. Nos primeiros dois anos paroquiou em Milhundos (terra de D. António Ferreira Gomes) e dedicou-se, em simultâneo, ao apostolado infantil com a fundação do Patronato de Santa Rita de Cássia.
Em 1934 veio para Lisboa para Chefe de Redacção do Jornal «Novidades». Entremeada com o jornalismo, a sua acção sacerdotal dispersa-se pela pregação, conferências e estudos eclesiásticos. Para além das reportagens e dos volumes de prosa e verso são bem conhecidos alguns programas radiofónicos e televisionados.
Em 1946 foi nomeado presidente nacional da Obra de Protecção aos Leprosos e elaborou imensos trabalhos na secção «Letras e Artes» do jornal «Novidades». Faleceu a 31 de Março de 1992 mas deixou saudades e obra. Eis alguns Livros saídos da pena do Pe. Moreira das Neves: «Sonho Azul» (Sonetos - 1931); «Hóstia florida (1936)»; «António Correia de Oliveira – biobibliografia ilustrada (1932)»; «As sete palavras de Nossa Senhora – Poemas Marianos»; «Leal Conselheiro Infantil»; «Inquietação e Presença»; «Mendigo de Deus»; «O Grupo dos Cinco» e «O cardeal Cerejeira (1945-1948)» (...)".



Retirado de Agência Ecclesia