quinta-feira, 21 de junho de 2007

Tolerância

A tolerância é um dos tais valores que se mede sobretudo pela intolerância. Tem, sobretudo, a ver com a tolerância religiosa, com a liberdade de cultos. Não nos esqueçamos também que o próprio conceito de soberania nasceu conjunturalmente no seio de um Estado em guerra civil religiosa, constituindo primacialmente um expediente teórico destinado a propagar a tolerância e a conciliação entre grupos incapazes de se coordenaram pelo princípio do cujus regio.
Adepto da tolerância e também membro destacado do partido dos malcontents ou politiques, Jean Bodin. É desta intenção de unidade religiosa que vão resultar as perseguições aos cristãos,mais por uma Razão de Estado do que pela intolerância religiosa,até ao momento em que pelo Edito de Tessalonica,de 380,o feitiço se volta contra o feiticeiro e o cristianismo se vai transformar na religião oficial do Império :ordenamos que...todas as pessoas abracem o nome de cristãos e católicos,declarando que os dementes e insensatos que sustentam a heresia e cujas reuniões não recebem o nome de igrejas,hão‑de ser castigados primeiro pela justiça divina e depois pela pena inerente ao incumprimento do nosso mandato,mandato que provém da vontade de Deus.
Para Locke a vox populi, não é vox Dei: os que negam a existência de um poder divino,não devem ser tolerados...Suprimindo a crença em Deus,tudo se dissolve...Ninguém pode reivindicar em nome da religião, o privilégio da tolerância,se elimina completamente toda a religião,professando o ateísmo.
Neste sentido Mill vai procurar os princípios fundamentais dos fundadores do liberalismo,como os de Locke da tolerância,considerando que a liberdade é procurar o nosso próprio bem à nossa própria maneira mas de tal forma que não tentemos privar os os outros da liberdade deles ou entravar os respectivos esforços para a obterTolerância em Mill,116,807
Tal como dizia Voltaire, que Popper cita a tolerância é a consequência necessária do reconhecimento de que somos falíveis: errar é humano, e todos nós cometemos erros permanentemente.Então perdoemo‑nos uns aos outros as nossas loucuras.É este o fundamento do direito natural.
Retirado de Respublica, JAM

Togo

Estado africano com 56 785 km2 e 4 300 000 habitantes. Antiga possessão alemã, desde 1884, ocupada por tropas franco-britânicas durante a Grande Guerra. A parte oriental desta colónia de 85 000 km2 integra-se na colónia britânica do Ghana em 1956, depois de referendo. A parte ocidental, como possessão francesa, entra em regime de autonomia logo em 1958, sendo eleito como líder Sylvannus Olympio, do clã dos brasileiros, antigos escravos libertados que constituem uma das elites do país. Alcança a independência em 27 de Abril de 1960. É na capital do território que se assinam os Acordos de Lomé entre a CEE e os Estados ACP.
Retirado de Respublica, JAM

Todd, Emmanuel

Analisando o confronto entre autoridade e liberdade, contraria as teses de Weber sobre a emergência do capitalismo, salientando o papel das estruturas familiares em lugar das clivagens entre protestantismo e capitalismo. O liberalismo nasceu a partir da família nuclear do ocidente europeu, contrariamente ao modelo da família extensa do Leste da Alemanha, marcada por um modelo patriarcal e autoritário. O modelo inglês foi mais longe, devido à liberdade de disposição testamentária, que originou uma maior plasticidade social, favorecendo a iniciativa individual (1983).

·La Chute Finale, Paris, Éditions Robert Laffont, 1976.
·L’Invention de la France, Paris, Éditions Hachette, 1981.
·La Troisième Planète. Structures Famililaes et Systèmes Politiques, Paris, Seuil, 1983.
·L’Invention de l’Europe, Paris, Éditions du Seuil, 1990.
Retirado de Respublica, JAM

Tocqueville, Charles Alexis Clérel de (1805-1859)

Filho de altos dignitários do ancien régime (o pai foi prefeito durante a Restauração). Estuda em Metz e Paris, onde se forma em direito (1825). Juiz em Versalhes desde 1827. De Maio de 1831 a Fevereiro de 1832, visita os Estados Unidos na companhia de Gustave de Beaumont para estudar o sistema penitenciário. Demite-se da magistratura em 1832. Publica, com Baeumont, em 1833, Du Système Pénitenctiaire aux étas-Unis et de son application en France. Nesse ano visita a Inglaterra. Em 1835 aparecem os dois primeiros tomos de La Démocratie en Amérique. Visita novamente a Inglaterra e a Irlanda nesse ano. Em 1836, a Suíça. Candidata-se às eleições legislativas em 1837, sem sucesso. Eleito membro da Academia das Ciências Morais e Políticas em 1838. Ascende a deputado em 1839, mantendo-se em tais funções até 1851. Surgem os dois últimos tomos de La Démocratie en Amérique em 1840. Eleito para a Academia Francesa em 1841, visitando a Argélia nesse ano. Repete a viagem cinco anos depois. Apoia Cavaignac em 1848. De 2 de Junho a 30 de Outubro de 1849 é ministro dos estrangeiros, tendo Arthur de Gobineau como chefe de gabinete. Retira-se da vida política em 2 de Dezembro de 1851. Visita a Alemanha em 1854. Publica a primeira parte de L'Ancien Régime et la Révolution em 1856. Visita a Inglaterra em 1857.

· De la Démocratie en Amérique (1835 e 1840).
· De l'Ancien Régime à la Révolution (1856).

. «L'Actualité de Tocqueville», Actas do Colóquio de Saint-Lô, Setembro de 1990, in Cahiers de Philosophie Politique et Juridique, Universidade de Caen, 1991, com artigos de: Bénéton, Philippe, «La Culture Démocratique», pp.*. Furet, François, «L'Importance de Tocqueville Aujourd'hui», pp. 135 segs.. Goyard-Fabre, Simone, «La Pensée Politique d'Alexis de Tocqueville», pp. 21 segs.. Manent, Pierre, «Intérêt Privé, Intérêt Public», pp. 67 segs.. Polin, Raymond, «Tocqueville entre l'Aristocracie et la Démocratie», pp. 45 segs..
. Corral, Luis Diez Del, La Mentalidad de Tocqueville con especial referencia a Pascal, 1965. - La Desmitificación de la Anteguedad Clásica por los Pensadores Liberales, con especial referencia a Tocqueville, 1969. - El Pensamiento Político de Tocqueville, 1989.
. Hadari, Saguiv A., Theory in Pratice. Tocqueville’s New Science of Politics, Stanford, Stanford University Press, 1989.
. Lamberti, Jean-Claude, Tocqueville et les Deux Démocraties, Paris, Presses Universitaires de France, 1983.
. Aron, Raymond, Les Étapes de la Pensée Sociologique, Paris, Éditions Gallimard, 1967, pp. 221 segs..
. Diez del Corral, Luis, La Mentalidade Politica de Tocqueville con especial referencia a Pascal, Madrid, Ediciones Castilla, 1965.
. Prélot, Marcel, As Doutrinas Políticas, 3, secção «A Realidade Democrática: Alexis de Tocqueville», pp. 172.
Retirado de Respublica, JAM